quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

«THE GUN HAWK»

Bom western de Edward Ludwig (1963), que, incompreensivel e lamentavelmente, também nunca estreou em Portugal. Com Rory Calhoun, Rod Cameron, Ruta Lee, e Rod Lauren. Produzida pelos estúdios dos irmãos Warner, esta película foi filmada a cores e tem uma duração de 88 minutos. Adquiri uma boníssima cópia DVD em França, pertencente a uma colecção chamada 'Os Tesouros Warner', na qual figuram alguns westerns clássicos que têm a chancela desta companhia. Sinopse : Um reputado pistoleiro é ferido mortalmente do decorrer e uma refrega. Como não está decidido a aguardar a morte tranquilamente, decide desafiar um jovem e promissor ás do gatilho para um combate final... Interessante. Titulo no Brasil : «O Revólver é a Minha Lei».

«GUN DUEL IN DURANGO»

Mais um western inédito nas nossas salas. Estreado em 1957, «GUN DUEL IN DURANGO» foi realizado por Sidney Salkow, que aqui dirigiu o trabalho dos actores George Montgomery, Ann Robinson, Steve Brodie, Bobby Clark, Frank Ferguson e Denver Pyle. Distribuída pela United Artists, esta fita foi filmada a preto e branco e tem uma duração de 73 minutos. A história contada é a de um antigo chefe de quadrilha que decide arrumar os Colts para acabar os seus dias do lado bom da lei. Tanto mais, porque ama uma mulher que não aceitaria matrimoniar-se com um foragido. O problema é que o seu sucessor à cabeça do bando teima em trazê-lo de volta ao caminho do crime. Título brasileiro : «Bandoleiros de Durango». Sem DVD editado na Europa.

AINDA A PROPÓSITO DE CUSTER : AS MONTADAS DO 7º DE CAVALARIA

Este monumento assinala -no sítio onde se travou a batalha de Little Big Horn, território do Montana- o túmulo de 40 montadas do 7º Regimento de Cavalaria dos Estados Unidos. Calculam-se que estejam aqui enterrados uns 40 cavalos dessa unidade; e que a maioria deles tenha sido abatida pelos próprios usuários, para servir de escudos aos humanos. Esta estela funerária foi erigida em 1881 e a inscrição que nela consta diz o seguinte : «À memória das montadas do 7º de Cavalaria, mortas aquando do último reduto de Custer, em 25 de Junho de 1876, e posteriormente enterradas aqui em Julho de 1881, sob a supervisão do tenente Charles F. Roe, do 2º Regimento de Cavalaria». ///// Como é sabido, o único ser vivo, ligado ao exército americano, que logrou sair vivo da terrível batalha foi o cavalo 'Comanche', que fora a montada do capitão Myles W. Keogh, companheiro de armas de George A. Custer e que com ele pereceu no fatídico combate. A fotografia que abaixo se divulga deste sortudo cavalo (de raça Morgan), foi tirada alguns anos depois do acontecimento que o tornou famoso.

«THE HOMESMAN»

Creio que este filme ainda não tem título português. Estreado neste ano de 2014, «THE HOMESMAN» foi realizado por Tommy Lee Jones; que também é o intérprete principal (ao lado de Hilary Swank) de uma fita que pretende desvendar 'a face escondida do mito americano'. Chegou-me hoje às mãos uma excelente cópia em suporte 'Blu-ray' (em proveniência de França), que me apressei, naturalmente, a visionar. Fiquei espantado com a qualidade desta película colorida e com 2 h 03 de duração, co-produzida por Luc Besson e distribuída pela Europa Corp.. Eu acredito que o Oeste tenha sido, tal como o descreve esta fita : um lugar rude e desprovido do romantismo ao qual nos habituou a maioria esmagadora dos filmes de produção hollywoodiana. Aqui tudo é diferente. As pessoas sofrem (sobretudo as mulheres) do isolamento, do desconforto e da brutalidade do seu relacionamento com os outros. Até no seio da sua própria família. «THE HOMESMAN», conta-nos a singular e dolorosa história de Mary Bee Cuddy, uma pioneira do Nebraska, que aceita conduzir até uma região já tocada pela civilização, três mulheres loucas e rejeitadas pelos respectivos maridos. Acompanha-a nessa sua arriscada empresa, um curioso indivíduo que ela salvou de um linchamento... Ainda com Grace Gummer, Miranda Otto, Sonja Richter, Hailee Steinfeld, William Fichtner e Meryl Streep (num pequeno papel). Este filme de grande sensibilidade, que foi estreado na Europa -em Maio de 2014- aquando da sua apresentação no Festival de Cannes, baseia-se num romance homónimo de Glendon Swarthout. E é de visionamento imperdível.

terça-feira, 30 de Setembro de 2014

«VINGANÇA NO ARIZONA»

Fraquinho. Muito fraquinho filme de Burt Kennedy (1969). Em boa verdade, não recomendaria este western ao meu pior inimigo. «VINGANÇA NO ARIZONA» («Young Billy Young»»), que tem no seu elenco, actores tão apreciáveis como o são Robert Mitchum, Angie Dickinson, Robert Walker Jr., David Carradine, John Anderson e Paul Fix (entre outros), foi um autêntico desperdício de talentos e de dinheiro. Conta a história de um xerife, que persegue o assassino de seu filho através do território do Arizona e que (por instinto paternal ?) acaba a proteger um jovem desmiolado, acusado de homicídio... Repito : este filme era perfeitamente dispensável. Distribuído pelos Artistas Associados, colorido e com 89 minutos de duração. O seu título no Brasil é «O Pistoleiro Marcado».

«A CARGA DO BÚFALO BRANCO»

Datado de 1977, o western «A CARGA DO BÚFALO BRANCO» («The White Buffalo») teve realização de J. Lee Thompson e contou com as prestações artísticas de Charles Bronson, Jack Warden, Will Sampson, Kim Novak, Clint Walker, Stuart Whitman, Slim Pickens e John Carradine. Apesar de toda esta gente ilustre, o filme não logrou alcançar o sucesso esperado pela produção (de Dino de Laurentiis) e isso não aconteceu somente pelo facto do género estar em franca decadência. A verdade é que esta história de perseguição obsessiva a um mítico animal não cativou o público, nem impressionou os críticos. Colorido e com 97 minutos de duração. Títulos brasileiros : «Caçada de Morte» e «O Grande Búfalo Branco». Já com videogramas editados em vários países.

GEORGE A. CUSTER


O homem aqui fotografado chamou-se George Armstrong Custer. Nasceu em 1839 na pequena localidade de New Rumley (no estado de Ohio) e sonhou ser, um dia, um militar famoso. O que conseguiu, depois de ter passado por West Point e de ter participado na fratricida Guerra Civil (também chamada Guerra de Secessão); que se desenrolou entre 1861 e 1865. Durante esse terrível conflito -que provocou centenas de milhar de mortos- George Custer mostrou ser um oficial de cavalaria agressivo, senhor de uma coragem pouco comum. Por essa razão, o estado.maior dos exércitos unionistas (fiéis ao presidente Abraão Lincoln) graduou-o, temporariamente, no posto de general de brigada. Quando ele tinha, apenas, 25 anos de idade ! Terminado o conflito entre estados, Custer fez tudo o que pôde para continuar num exército que desmobilizou o essencial dos combatentes da guerra civil. Como, aliás, era de esperar. Conseguiu os seus intentos e, no seu novo e definitivo posto tenente-coronel, foi enviado para o Oeste, onde recebeu o comando do recém-formado 7º Regimento de Cavalaria dos Estados Unidos. Inexperiente na guerra contra as nações ameríndias da Grande Pradaria (Sioux, Cheyennes, Arapahos e outras), convenceu-se de que facilmente as poderia vencer e submeter. Não sabia, o presumido oficial, que aqueles guerreiros de aspecto primitivo -montados em nervosos mustangs- constituíam a melhor cavalaria ligeira do mundo e que percebiam mais de táctica militar do que ele próprio, malgrado o seu diploma da academia de West Point. A carreira do 'general' Custer (como ainda lhe chamavam os seus homens) terminou, ingloriamente, no dia 25 de Junho de 1876 num obscuro vale do território do Montana, de nome Little Big Horn. Onde ele, imprudentemente, se encontrou à hora errada. Com o regimento cercado por um milhar de guerreiros -comandados por caudilhos tão famosos quanto o eram Sitting Bull, Crazy Horse ou Gall- as tropas de Custer pouco puderam fazer para conter o ímpeto dos pele-vermelhas, excitados pela presença daquele a quem eles chamavam Longa Cabeleira ou, com desprezo,  'Papoose Killer', por causa de um incidente ocorrido meses atrás e que não vem agora a propósito. Do quadrado formado num morro de Little Big Horn nenhum homem do 7º de Cavalaria escapou com vida nesse fatídico dia. A coluna de socorro que por ali apareceu, horas depois da batalha e após dispersão dos pele-vermelhas, contou 268 mortos. Entre os quais se encontrava o seu presunçoso comandante, George Armstrong Custer. Que acabara por ganhar a fama que tanto desejara. Mas da pior maneira e na mais trágica das circunstâncias. O mito do 'Boy General', alcunha que também lhe foi dada durante a Guerra Civil, foi excessivamente ampliado pela literatura de cordel e, sobretudo, pelo cinema de Hollywood, que lhe consagrou inúmeras películas. Que, diga-se em abono da verdade, nem todas dignificaram a sua pessoa. Mas que, todas elas, ajudaram a construir a lenda.