segunda-feira, 19 de setembro de 2016

«COLD DAY IN HELL»

Realizado em 2011 por Christopher Forbes, «COLD DAY IN HELL»  conta-nos a história de um antigo atirador de elite do exército que, depois de ter perdido a sua família e a sua casa, se refugia numa isolada região da Sierra Nevada. O surpreendente aparecimento de sua filha, que ele julgava morta, leva-o a abandonar a sua condição de eremita para regressar à civilização. Mas, a cidadezinha que ele escolheu para viver (em paz),é alvo da ambição de um homem perigoso, que tudo quer e em tudo manda. Razões suficientes para o antigo atirador pegar nas armas (até então arrumadas) e começar uma guerra pessoal e sem tréguas... Filme produzido por Barnholtz Entertainment e Forbesfilm, lançado directamente em DVD. Colorido e com duração desconhecida. Com Ronald Bumgardner, Stan Fink, Stephen Gilliam, Kimberly Campbell, Michael Madsen, etc. Filmado parcialmente na fotogénica região de Durango, Colorado, onde foi rodada uma infinidade de westerns.

«GUNFIGHT AT YUMA»

«GUNFIGHT AT YUMA» é um filme de co-produção americano-mexicana. Foi realizado, em 2012, por Alveraz Ricardez, que aqui dirigiu os actores Joe Estevez, Molly Kasch, Cristopher Mur, Patrick Wenk-Wolff, Cristina Maxwell e Mike Bruce. Parece que custou aos produtores 500 000 dólares... Outra curiosidade : o actor principal pertence à família Sheen-Estevez. A história contada é (ao que me foi dito, porque eu não vi o filme) brutal e baseada no encontro de dois homens feridos, que são curados por uma estranha personagem, destroçada pela perda, recente, de sua esposa. O trio toma o caminho de Yuma, onde vai avistar-se com um misterioso predicador... Colorido e com 88 minutos de duração. Distribuído por Zampano Films Picture. Inédito por cá, tanto quanto sei.

«RAIDERS OF THE SOUTH»

«RAIDERS OF THE SOUTH» é um western de Lambert Hillyer (1947) produzido e distribuído pela companhia Monogram. O herói da fita é Johnny Mack Brown, que aqui contracena com Evelyn Brent, Raymond Hatton, Reno Brown e John Hamilton. Tem fotografia a preto e branco e uma duração de 55 minutos. Sinopse : no sul dos 'states', logo depois de terminada a guerra civil. Um agente federal faz-se passar por um simpatizante da causa confederada, para melhor lutar contra os indesejados 'carpetbaggers'. Que, na região, cometem vigarices e outros distúrbios. Inédito em Portugal, como já se percebeu pela ausência de título nacional. Referências brasileiras desconhecidas.

DIVAGANDO SOBRE AUDIE E WANDA

O texano Audie Murphy era, em 1949 -ano em que desposou a bonita actriz Wanda Hendrix- um dos homens mais populares e estimados de todos os Estados Unidos da América. Por duas razões : a primeira, por ter sido o soldado mais medalhado da Segunda Guerra Mundial e por ser considerado, por muita gente, um dos mais heróicos combatentes da História Militar do seu país; a segunda, por ter enveredado, no pós-guerra, por uma carreira de actor, que lhe granjeou visibilidade no mundo inteiro. Especializado em papéis de justiceiro westerniano, Murphy viu os seus filmes serem aplaudidos de Hollywood até Nova Iorque, e dali até aos mais recônditos lugares da Terra, onde existisse uma pantalha e um projector de películas. Em Portugal (onde já quase ninguém se lembra dele) Audie Murphy também foi muito estimado pelas suas 'coboiadas', que chegaram a atrair multidões aos cinemas de bairro. Falando da minha própria experiência, quero referir que uma das suas fitas («Onde Impera a Traição», de Frederick De Cordova, 1953) foi o primeiro ou o segundo filme ambientado no Faroeste que eu vi a cores. Um deslumbramento, embora eu reconheça, hoje, que esse western militar (aliás como muitas outras das suas fitas) nada tenha de extraordinário... Mas eram do agrado das plateias populares do mundo inteiro. Que viam nesses filmes de cowboys uma maneira de escapar a um quotidiano cinzento e (tal como acontecia em Portugal) sem grandes perspectivas de mudança. Wanda Hendrix era (como o seu primeiro e não-usado nome indicava, Dixie) originária do sudeste dos Estados Unidos, da Florida. Começou a trabalhar no cinema muito antes de conhecer e desposar Audie. Cujo matrimónio -contraído no dia 8 de Janeiro do acima indicado ano de 1949- não durou muito. Por causa (ao que se disse e escreveu) do carácter conflituoso do marido, que sofria, de toda evidência, de stress pós-traumático de guerra e que era incapaz de manter -com a sua 'entourage'- uma relação estável e duradoura. Dizia-se dele, que dormia com um pistolão escondido debaixo da almofada da cama e que, uma vez (já depois de consumado o divórcio com Wanda), despeitado pelo facto da actriz Jean Peters o ter rejeitado para casar com o produtor e multimilionário Howard Hughes, andou Audie uma noite inteira a vaguear pelas ruas e avenidas de Hollywood, armado de revólver, à procura do rival. Com a confessada intenção de o chumbar. Wanda teve uma carreira algo interessante, que terminou bruscamente em 1981, quando contraiu  a dupla pneumonia que a matou, com apenas 52 anos de idade. Audie morrera mais cedo -a 28 de Maio de 1971- também ele de maneira trágica; quando o avião particular em que viajava se despenhou sobre uma região montanhosa da Virgínia. O herói da vida real e de tantas fitas de cowboys vivera 46 anos. Foi a enterrar -com todas as honras militares- no Cemitério Nacional de Arlington, situado perto da capital federal. Para os amadores de westerns, que regularmente visitam este blogue, é bom lembrar que Wanda Hendrix protagonizou várias fitas do género, entre os quais «O Segredo da Montanha» («Sierra», 1950) ao lado de seu então marido Audie Murphy. E ainda quanto a este último, quero dizer que na sua filmografia -entre os 34 westerns e afins que ele nos legou- figuram algumas obras de grande nível, que atestam, de maneira indiscutível, que, quando bem dirigido, o actor era capaz de desempenhar com competência os papéis que lhe distribuíam. Estou a lembrar-me, por exemplo, de «Sob a Bandeira da Coragem» e de «O Passado Não Perdoa» (ambos realizados por John Huston), de «Bala Sem Destino» (de Jack Arnold) e de «Amizade Sangrenta» (de Harry Keller), entre outros.

domingo, 18 de setembro de 2016

«CONAGHER» LEGENDADO EM PORTUGUÊS

«Conagher» é um famoso western (um telefilme) inspirado numa novela de Louis L'Amour. É protagonizado por Sam Elliott, um actor pouco conhecido na Europa, mas que goza de grande popularidade na sua terra, nos Estados Unidos. O DVD (com legendas na nossa língua) está à venda na Amazon.com (passe a publicidade) por um preço verdadeiramente irrisório... Aqui fica a informação.

«MIRACLE IN THE WILDERNESS»

«MIRACLE IN THE WILDERNESS» é um excelente telefilme produzido pela TNT em 1992. Teve realização de Kevin James Dobson e contou com a colaboração dos actores Kris Kristopherson, Kim Cantrall, John Dennis Johnston, Rino Thunder e David Oliver. Foi filmado a cores e tem 88 minutos de duração. Procuro uma boa cópia há muitos anos, sem sucesso. Não sei se alguma vez foi exibido nos nossos canais de televisão, nem (se o foi) com que título. No Brasil chama-se «Limite dos Bravos». A história começa assim : Jericho Adams é um homem da montanha, que vive com a esposa e com o filho de ambos, um menino de tenra idade, numa cabana implantada em pleno território dos Shoshones; índios com os quais o pioneiro vive, desde sempre, em boa harmonia. Subitamente, depois da visita de um amigo que é 'scout' do exército, o lar de Adams é atacado por um belicoso partido de guerreiros Blackfeet, que raptam toda a família e declaram a sua vontade de matar o bebé. Sob o falacioso pretexto de que Jericho teria, outrora, matado o próprio filho do chefe dos atacantes... Vi este filme de televisão há muito tempo, tendo dele guardado uma agradável recordação. É pena que o DVD vendido no comércio internacional só proponha uma cópia com a V. O.  em exclusivo.

«GUARDIAN OF THE WILDERNESS»

Realizado por David O'Malley em 1976, «GUARDIAN OF THE WILDERNESS» conta-nos a história (verídica) de Galen Clark. Um homem ao qual os médicos diagnosticaram uma doença mortal (silicose) e que decide consagrar os seus 'últimos meses de vida' a lutar pela sobrevivência das majestosas sequóias californianas. Para tanto e apesar de muito debilitado, Clark ferá uma longa viagem até à capital dos EUA, onde logrou obter uma entrevista com o presidente Lincoln. Desse encontro saiu uma lei (aprovada pelo presidente) que travou a cobiça dos industriais madeireiros e que levou à subsequente criação do parque natural de Yosemite. Onde as sequóias passaram a ser protegidas. Paradoxalmente, o homem que os médicos haviam condenado à morte a breve termo (e que deveria morrer por volta dos 40 anos de idade), faleceu quase centenário, pois finou-se depois de ter festejado o seu 95º aniversário. Com Denver Pyle, John Dehner, Ken Berry, Cheryl Miller e Ford Rainey. Colorido e com uma duração de 112 minutos. Produção da Sunn Classic Pictures.