terça-feira, 21 de Outubro de 2014

«CACTUS JACK, O VILÃO»

Comédia westerniana, com a assinatura do cineasta Hal Needham; que o realizou em 1979 por conta da companhia Columbia. Filme a cores e com 89 minutos de duração. Principais intérpretes : Kirk Douglas, Ann-Margret, Arnold Schwarzenegger, Paul Lynde, Foster Brooks, Jack Elam e Ruth Buzzi. «CACTUS JACK, O VILÃO» («The Villain») conta-nos as aventuras picarescas de um bandido -Cactus Jack- que é contratado para despojar Charming Jones de uma avultada herança; bela mulher que, por sua vez, se faz escoltar por um xerife grandalhão, mas com um cérebro mais pequeno do que uma ervilha. O problema é que Cactuz Jack é o gatuno mais desastrado e incompetente de todo o Oeste... Esta fita contém, sem dúvida, algumas cenas hilariantes, embora, no género já tenhamos todos visto melhor. Já com DVD's comercializados em vários países da Europa. Título brasileiro idêntico ao usado em Portugal.

«HONDO E OS APACHES»

«HONDO E OS APACHES» («Hondo and the Apaches»), não foi rodado para o cinema. Esta obra é, apenas, o episódio piloto da série televisiva «Hondo» (inspirada pela personagem interpretada por John Wayne num conhecido western de John Farrow), produzida para o conhecido canal ABC. Mas que, devido à sua qualidade e à sua duração (92 minutos), chegou a ser exibida nas salas de cinema de vários países. «HONDO E OS APACHES» (realizado em 1967 por Lee H. Katzin) tem nos actores Ralph Taeger (Hondo), Katie Browne (Angie) e Michael Pate (Vitorio) os seus principais intérpretes. A acção (filmada a cores) decorre no Sudoeste dos 'states' durante a longa e violenta guerra disputada entre a cavalaria dos Estados Unidos e os Apaches. Que pena este episódio (e os restantes) não tenha(m) sido gravados em DVD por estas bandas... Porque têm (e eu tive a oportunidade de os ver todos) muita qualidade. O seu título no Brasil (país onde já foi editado um videograma) é «Hondo, o Destemido». Curiosidade : a personagem de Hondo, o 'scout' da cavalaria, foi criado pelo famoso romancista Louis L'Amour.

«VENCE A CORAGEM»

«VENCE A CORAGEM» («Bad Bascomb») é um western de S. Sylvan Simon datado de 1946. No elenco artístico destacam-se os nomes de Wallace Beery, Margaret O'Brien, Marjorie Main, J. Carroll Naish, Francis Refferty e Marshall Thompson.  Esta fita foi produzida pela M.G.M., filmada a preto e branco e tem uma duração de 112 minutos. Sinopse : um bandido notório, perseguido pelas autoridades, busca refúgio (sob uma falsa identidade) numa caravana de Mormons, que se desloca para o longínquo território do Utah. Ali, entre gente de grande rigor moral, Bad Bascomb, o fora-da-lei, torna-se amigo de uma menina, que ele protege e acarinha em todas as circunstâncias. Por amor dessa criança, o bandoleiro começa a regenerar-se. E quando, mais tarde, ele salva a caravana de um ataque dos pele-vermelhas, atinge a plena redenção. Título brasileiro idêntico ao usado no nosso país.

«SUGARFOOT»

Inédito nas salas portuguesas, «SUGARFOOT» foi realizado, em 1951, por Edwin L. Marin.  A vedeta escolhida pela produtora -Warner Bros.- foi Randolph Scott, uma das grandes estrelas do western do tempo. E de sempre. Esta fita conta-nos uma história que ocorre no Arizona do pós-guerra civil. Um cavalheiro elegante e pouco conhecedor das gentes e dos costumes do Far West, instala-se numa região turbulenta, onde os forasteiros não são bem-recebidos... Também com Adele Jergens, Raymond Massey, S. Z. Sakall, Robert Warwick e Arthur Hunnicutt. Filme colorido e com 80 minutos de duração. Tenho uma velha cópia registada aquando de uma passagem do filme num canal estrangeiro. Título brasileiro : «Talhado em Granito».

«MENSAGEIROS DO PERIGO»

Este filme estreou em 1953. Teve realização de Harmon Jones, que dirigiu um grupo de actores encabeçados por Dale Robertson, Rory Calhoun e Robert Wagner; que aqui contracenaram com Kathleen Crowley, James Millican, Lola Albright e J. M. Kerrigan. «MENSAGEIROS DO PERIGO» («The Silver Whip»)  teve produção da 20th. Century Fox, foi filmado a preto e branco e tem uma duração de 73 minutos. A história começa assim : um jovem corajoso e desejoso de se afirmar no mundo dos condutores de diligências, deve transportar -aquando da sua missão inicial- um cofre com 27 000 dólares, destinado a um cliente da companhia. A viagem decorre sem incidentes até ao primeiro posto de muda; onde o espera um grupo de bandoleiros, decididos a apoderar-se dessa fortuna... Western (que não vi e ao que parece interessante) ainda sem edição videográfica por cá. Título brasileiro : «Os Mensageiros do Perigo».

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

«CUANDO MATARON A VILLA» (CORRIDO)

Francisco 'Pancho' Villa (1878-1923), foi uma das grandes figuras da Revolução mexicana; guerra civil que ensanguentou o país situado a sul dos 'states' em inícios do século XX. Inspirados na sua histórica -uma epopeia trágica- vários cineastas norte-americanos e mexicanos idealizaram o seu percurso por este vale de lágrimas, realizando inúmeros filmes sobre o chamado 'Centauro del Norte' e as suas campanhas militares, verdadeiras ou inventadas por fantasiosos guionistas. Muitos cinéfilos assimilam essas fitas ao cinema western. 'À tort ou à raison'... Toda a gente se lembra de títulos como «Viva Villa !» (de J. Conway/H. Hawks, 1934),  «O Tesouro de Pancho Villa» (de George Sherman, 1955), «Bandido» (de Richard Fleischer, 1956), «A Honra de um Herói» (de Buzz Kullik, 1968) ou, entre outros mais, «Velho Gringo» (de Luis Puenzo, 1989).  É em homenagem à personagem histórica, verdadeiro herói popular do seu país, e a todas essas ficções (made in USA) que aqui deixo a letra e as referências com as quais poderão ouvir -no you tube'- um corrido intitulado «Cuando Mataron a Villa», interpretado pelo grupo 'Halcones de Salitrillo' : ///////////// Voy a cantarles a ustedes, señores, lo que en Parral sucedió/ En una cruel emboscada, señores, Francisco Villa murió/ Ya había entregado la alma, señores, al jefe de la nación/ Pero por ser peligroso, señores, el gobierno lo mató/ A Francisco lo mataron, lo mataron a traición/ Porque mientras el viviera, no tendría paz la nación/ Por eso murió emboscado, con nueve balazos en el corazón/ Con sus mejores soldados, señores, Francisco Villa murió/ No más flotaba la sangre, señores, del techo de hombres de honor/ En su automóvil quedaron, senores, toditos amontonados/ Así murió el gran caudillo, senores, grande revolucionário/ A Francisco lo mataron, lo mataron a traición/ Porque mietras el viviera, no tendría paz la nación/ Por eso murió emboscado, con nueve balazos en el corazón. /////// VER E ESCUTAR EM : you tube halcones de salitrillo cuando mataron a villa.

«A LANÇA EM CHAMAS»

«A LANÇA EM CHAMAS» («Flaming Star»), filme realizado em 1960 por Don Siegel para a companhia 20th. Century Fox, foi o segundo dos três westerns protagonizados por Elvis Presley, a  superestrela do 'rock n' roll'. É um filme cuja acção se centra no conflito em brancos e índios e no ódio racial que o dito pode engendrar.  Sobretudo em relação aos mestiços. Elvis encarna, aqui, o papel de um jovem 'entalado' entre a educação ministrada pelos brancos e as suas raízes Kiowas. Interessante. Como interessante foi o facto de não se ter abusado da presença de Elvis no elenco, para o obrigar a cantar mais do que o estrito necessário num filme francamente dramático. Para além do actor-cantor, figuram no cartaz nomes como os de Steve Forrest, Barbara Eden, Dolores del Rio, John McIntire e Rodolfo Acosta. Colorido e com uma duração de 101 minutos. Título no Brasil : «Estrela de Fogo». Curiosidade : a famosa série de pinturas consagradas a Elvis por Andy Warhol, foi inspirada numa imagem desta película.