sábado, 27 de agosto de 2016

WESTERNS EXÓTICOS

Amazona mexicana, destacando-se num quadro agreste do norte do seu país. Região onde decorre a acção (parcial ou não) de muitos westerns 'made in Hollywood'. Lembram-se, entre outros, de «Vera Cruz», de «Bandolero», de «Duelo ao Pôr-do-Sol», de «Quem Ventos Semeia...», de «O Jardim do Diabo» e de tantas outras 'coboiadas' exóticas ?

JIM BECKWOURTH

Este selo dos correios norte-americanos pertence a uma magnífica série consagrada aos pioneiros do velho Oeste. Nele está representado Jim Beckwourth (negociante e batedor), um afro-americano que viveu entre os Crow, dos quais chegou a ser um dos chefes de guerra. Foi o primeiro a explorar a passagem da Serra Nevada que tem o seu nome; e que seria utilizada por inúmeros emigrantes com destino à Califórnia.

«THE DUEL»

O videograma deste westerm de 2015 já está a ser comercializado no país vizinho, onde conservou o título original : «THE DUEL». É uma fita realizada por Dieran Darcy-Smith, que tem na interpretação dos principais papéis os actores Liam Hensworth, Woody Harrelson, William Sadler, Alice Braga e William Hurt. É colorido e tem uma duração de 105 minutos. Desconheço o nome da sua firma produtora, mas presumo que se trate de uma sociedade que privilegie a distribuição directamente para o vídeo. Sinopse : Texas, finais dos anos 80 do século XIX. Um grande número de cadáveres é arrastado pelas águas lamacentas do rio Grande, que banha a cidadezinha de Mount Hermon, onde 'reina' um estranho predicador. Um membro dos Texas Rangers vai investigar o caso, que, presumivelmente, terá origem criminosa... Nunca vi, mas espero poder visualizá-lo brevemente. Ignoro o seu título brasileiro.

MAIS NOVIDADES

Infelizmente, as novidades (em matéria de videogramas) que por aí estão a chegar, só interessam, verdadeiramente, àqueles westernófilos que estão preparados -linguisticamente- para poderem desfrutar da leitura dos DVD's que aqui vou anunciar. Pois não dispõem, nenhum deles, de legendagem na nossa língua. Estas cópias videográficas são todas de origem francesa e -para além da língua de Vítor Hugo- apenas oferecem a opção da versão original. Alguns desses videogramas são raríssimos e vêm, como diz o outro, mesmo a calhar. É, por exemplo, o caso de «DESFORRA FATAL» («The Hard Man», de George Sherman, 1957), de «A LENDA DE TOM DOOLEY» (The Legend of Tom Douley», de Ted Post, 1959), de «HIGH LONESOME» (s.t.p., de Alan Le May, 1952) e de «TRÊS HORAS PARA MATAR» («Three Hours to Kill», de Alfred Werker, 1954). A saída dos três primeiros títulos está agendada para o próximo mês de Setembro e a do último citado para o mês de Novembro. Aqui fica o aviso.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

«JESSE JAMES VS. THE DALTONS»

«JESSE JAMES VS. THE DALTONS» é  um filme com realização (em 1954) de William Castle e produção da Columbia Pictures. Com Brett King, Barbara Lawrence, John Cliff, etc. Tem fotografia a cores e uma duração de 65 minutos. Obra de baixo orçamento e interesse a condizer. Sinopse : Coffeyville, Cansas, em 1892. Um certo Joe Branch -que foi criado em casa de Jesse James e que tem dúvidas sobre a sua real identidade- salva uma mulher da vindicta popular, evitando-lhe um linchamento. O seu gesto não é tão altruista quanto parece, já que a mulher resgatada aos 'justiceiros, é a única pessoa que o pode colocar em contacto com os famosos irmãos Dalton, outrora cúmplices de Jesse James e íntimos conhecedores da sua vida particular... Título brasileiro : «Jesse James Contra os Daltons».

«CHARLEY-ONE-EYE»

Com realização, em 1972, de Don Chaffey, este western contou com a presença artística de Richard Roundtree, Roy Thinnes, Nigel Davenport, Jill Pearson e Aldo Sambrell. «CHARLEY-ONE-EYE» (que, ao que penso saber, nunca por cá estreou) é uma fita com distribuição da Paramount, colorido e com 110 minutos de duração. Sinopse : Ben, um jovem negro, desertor do exército dos Estados Unidos, é perseguido, simultaneamente, pela cavalaria e por um bando de caçadores de recompensas. No deserto e em situação desesperada, ele vai ser socorrido por um pele-vermelha de nome Touro Sentado, com o qual Ben vai estabelecer sólidos laços de amizade. Nunca tive a ocasião de conhecer esta película, que, no Brasil, nunca teve título próprio.

«ESTADO LIVRE DE JONES»

Este filme, que estreia hoje em Portugal, não é propriamente um western. É uma película cuja acção decorre durante a guerra de Secessão; mas toda a gente sabe da tendência que têm os amadores do género que consagrou John Ford para fazer esta amálgama, que alguns puristas recusam obstinadamente aprovar. Eu sou um daqueles cinéfilos a quem essa confusão dos géneros não incomoda. Isto dito, aqui deixo alguma informação sobre «ESTADO LIVRE DE JONES» («Free State of Jones»), filme que, obviamente, eu ainda não vi. Tem realização de Gary Ross (2016) e a participação artística de Matthew McConaughey, Gugu Mbatha-Raw, Keni Russell, Mahershala Ali, Christopher Berry e Sean Bridger. A história contada -que o guionista pretende ser inspirada em factos autênticos- é a de um agricultor que deserta o exército sulista e que arrasta com ele inúmeros outros combatentes desgostosos com o rumo das suas vidas. Unidos aos escravos negros das plantações de algodão, eles vão fundar uma comunidade livre e soberana no condado de Jones, no Mississippi; que, durante um tempo e mercê de uma luta sem quartel, vai escapar ao controlo das partes em confronto... Esta película tem a chancela da companhia Bluegrass, é colorido e tem uma duração de 139 minutos. Alimento grandes expectativas no que respeita a qualidade deste filme; que eu desejo conhecer o mais rapidamente possível. Ainda sem título brasileiro.