segunda-feira, 25 de março de 2013

«O MOSQUITO», UM PIONEIRO DA BD EM PORTUGAL

«O Mosquito» foi uma publicação pioneira das histórias aos quadradinhos em Portugal. «O Mosquito» foi o precursor directo dos também saudosos «Mundo de Aventuras» e «O Cavaleiro Andante», que eu conheci melhor. A primeira edição de «O Mosquito» foi lançada em Janeiro de 1936 e a última -da sua primeira série- saíu do prelo em Fevereiro de 1953. Tinha eu uns 8 anitos de idade. É, pois, muito provável, que eu nunca tenha chegado a comprar exemplares dessa época. Sei, em contrapartida, que comprei e li números de «O Mosquito» das séries 2 e 3, que saíram entre 1960 e 1961 e que tiveram, portanto, vida efémera. Lembro-me sobretudo de alguns dos heróis do tempo, como, por exemplo, Brick Bradford, que, por cá, adoptou o nome de Capitão Relâmpago. A «O Mosquito» também não eram estranhos os paladinos do Faroeste (nenhuma revista do género escapava, então, à moda dos cowboys, xerifes e pele-vermelhas), daí o evocarmos neste blogue exclusivamente consagrado à saga westerniana. E, para memória, aqui deixamos a reprodução de uma das capas dessa popular e desaparecida publicação para a juventude. Que marcou o seu tempo... Lembro, por pura curiosidade, que esta capa é referente ao nº 1 da segunda série (16 de Novembro de 1960) e que tem um desenho executado por José Ruy, que ao tempo era director de publicação de «O Mosquito.

«RIO CONCHOS»

«RIO CONCHOS», realizado em 1964, é -sem dúvida- um dos melhores filmes de Gordon Douglas. E veio provar, definitivamente, que este cineasta tem mais valor do que aquele que, geralmente, lhe é concedido pela crítica. A acção desenrola-se nos territórios do sudoeste dos Estados Unidos, depois de terminada a Guerra Civil. Um oficial do exército da União é comissionado para encontrar um lote de modernas espingardas roubadas à autoridade militar. E, para tanto, vê-se constrangido a utilizar os serviços de um seu ex-colega, que havia combatido nas fileiras confederadas e que é conhecido na região por ser um implacável exterminador de índios. Filme duro, com cenas de crueldade violenta (sugeridas pelo recém-aparecido 'western-spaghetti') «RIO CONCHO» é, apesar disso, uma  interessantíssima película. Com argumento inspirado por uma novela de Clair Huffaker, esta fita colorida (produzida pela 20th. Century-Fox e com uma duração de 107 minutos) tem, nos principais papéis, os actores Richard Boone, Stuart Whitman, Tony Franciosa, Jim Brown, Edmund O'Brien e Wende Wagner. E já está editada em suporte DVD em muitos países da Europa, excepto o nosso. Vale a pena ver ! O título brasileiro desta pelicula é idêntico ao original e ao também usado em Portugal.

domingo, 24 de março de 2013

A PROVA PROVADA

Esta é a prova visual de que Lucky Luke é, verdadeiramente, muito mais rápido do que a sua própria sombra. Que esta incrível e especial faculdade em sacar dos Colts e de dispará-los com excepcional ligeireza e pontaria sirva de advertência. Que se acautelem, pois, os John Hardin, os Johnny Ringo, os Wyatt Earp e outros que tais... Porque, diante de Lucky, eles não têm a mínima hipótese de ganhar o duelo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

CURIOSIDADE SOBRE JULIA ROBERTS

A propósito de Julia Roberts : a maior parte das pessoas (inclusivé os seus fãs incondicionais) não sabe que esta famosíssima estrela de Holywood deu os seus primeiros passos no cinema, participando num western. É verdade ! -Foi em 1989, numa fita intitulada «Blood Red» (que eu julgo ser inédita no nosso país), realizada por Peter Masterson. No elenco dessa película figuravam o  irmão de Julia, Eric Roberts,  e Dennis Hopper, Giancarlo Giannini, Burt Young. Aldo Ray, Carlin Glynn, Lara Harris. Trata-se de uma co-produção anglo-americana, inteiramente filmada nos Estados Unidos, e que conta a história de um açambarcador de terras californiano, que quer expoliar os seus vizinhos. Alguns destes homens -vinhateiros sicilianos- vão, no entanto, reagir e opor-se-lhe com as armas na mão... Confesso que não conheço este filme colorido (e com 91 minutos de duração); mas, por curiosidade, ainda gostava de visualizá-lo; já que vê-lo num ecrã de cinema me parece altamente improvável.

«UM REI E QUATRO RAINHAS»

Esta película foi realizada por Raoul Walsh em 1956 e contou com a participação de Clark Gable, Eleanor Parker, Jo Van Fleet, Jean Willes, Barbara Nichols, Sara Shane, Roy Roberts, Jay C. Flippen e Florenz Ames. Distribuído pela United Artists, este divertido e malicioso western (com 84 minutos de duração) foi filmado a cores e em CinemaScope pelo categorizado Lucien Ballard. Conta-nos a história de um aventureiro, que logra introduzir-se no rancho de uma matrona, guardiã da virtude das suas quatro bonitas noras... e de uma maquia de 100 000 dólares, proveniente do saque das diligências assaltadas pelos seus próprios filhos. Excepcional interpretação de Jo Van Fleet -uma actriz de grande talento- que aqui eclipsa o trabalho de todos os seus colegas. Tenho o respectivo DVD, proveniente de França. Este filme também já tem edição videográfica na vizinha Espanha.

sexta-feira, 15 de março de 2013

«TERRAS SOMBRIAS»

Com guião inspirado num romance de Luke Short, «TERRAS SOMBRIAS» («Coroner Creek») é um western de boa factura -com acção e uma boa dose de suspense- produzido, em 1949, por Harry Joe Brown para os estúdios Columbia. Realizado por Ray Enright, esta fita tem, no desempenho dos principais papéis, actores como Randolph Scott, Marguerite Chapman, George MacReady, Sally Eilers, Edgar Buchanan, Wallace Ford e Forrest Tucker. A história contada é a seguinte : um pistoleiro vive obsecado pelo assassínio da sua noiva, ocorrido (na região onde ele agora vive) aquando do ataque a uma diligência. Todos os indícios encontrados no locak do crime indicam que os culpados foram os pele-vermelhas; mas Chris Danning (Scott) não acredita nessa versão dos acontecimentos e pensa que o instigador do drama vive perto de si... Título brasileiro «Águas Sangrentas». Ainda não conheço, na Europa, edição videográfica desta desejada película. À excepção de uma cópia comercializada em Espanha com o curioso e inesperado título de «Coronel Creek».

«O SARGENTO NEGRO»

A fita de Ford «O SARGENTO NEGRO» («Sergeant Rutledge») ocupa um lugar priviligiado na minha lista de preferências. E estou admiradíssimo pelo facto de ela ainda não ter sido editada em DVD. Nem em França (país onde o cinema western tem, ainda hoje, muitos milhares de adeptos), nem em Portugal (onde o género interessa pouca gente). Na realidade, só lhe conheço edições videográficos nesse suporte de gravação nos países anglo-saxónicos, em Espanha e no Brasil. E isso é, como já referi, de espantar ! Porque se trata de uma obra ímpar na filmografia de Ford e de um western belíssimo, do qual emana uma mensagem humanista forte e necessária, direccionada, sobretudo, para um país onde os afro-americanos ainda se debatiam, em 1960 (ano da realização do filme), com problemas de racismo. Numa terra onde os negros ainda não haviam conquistado a plena cidadania, apesar desse direito já lhe ter sido reconhecido (e de estar devidamente consagrado na constituição dos EUA) desde os tempos do presidente Lincoln. «O SARGENTO NEGRO» conta-nos a história de um militar de cor, injustamente acusado de três crimes graves : estupro, assassínio e deserção. E que encontra na pessoa do seu superior hierárquico um defensor decidido a provar que ele é um homem digno, incapaz de tais vilanias. De sublinhar, são as excelentes interpretações de Woody Strode (no papel do sargento negro), de Jeffrey Hunter (no papel do tenente Cantrell), de Constance Towers, de Billie Burke, de Willis Bouchey, de Carleton Young e de muitos outros talentosos actores do elenco. «O SARGENTO NEGRO» foi filmado em Monument Valley (no Arizona) e é uma produção da Warner Bros. Tem uma duração de 111 minutos e é a cores. Tenho duas ou três belas cópias deste western militar, gravadas num canal da nossa televisão por cabo/satélite, que o programou aqui há alguns anitos e possuo também o DVD de editor com a versão castelhana. Título brasileiro : «Audazes e Malditos».