domingo, 28 de abril de 2013

«A FLECHA SAGRADA»

Recusando-se a viver num mundo dominado pelos vencedores da guerra civil, O'Meara, un ex-combatente confederado (Rod Steiger), toma o caminho do Oeste, onde pensa juntar-se aos Sioux. Mas o intruso só é aceite no seio da tribo de Blue Buffalo (Charles Bronson) depois de se ter submetido a um curioso exame de passagem : a terrível (e quase sempre letal) corrida da flecha. Depois de ter desposado Yellow Moccasin (Sarita Montiel), o branco vai-se integrando naquela estranha sociedade. Que ele começará a por em causa, quando rebenta uma guerra contra as tropas dos Estados Unidos e quando ele não suporta a impiedosa maneira como se batem os Sioux. Povo que, afinal, vive num mundo à parte e com as suas próprias regras civilizacionais. Que, definitivamente, não são as suas e às quais ele nunca conseguirá adaptar-se. Com realização de Samuel Fuller, «A FLECHA SAGRADA» («Run of the Arrow») tem a chancela da companhia RKO e foi estreado no ano de 1957. É um clássico do cinema western, que já foi adjectivado de sádico e de racista. Colorido, em cinemascope e com uma duração de 86 minutos. Título no Brasil : «Renegando o Meu Sangue». Com DVD já editado em Portugal.

«O PRIMEIRO REBELDE»

/ A acção deste pré-western situa-se numa América do norte ainda totalmente sob a autoridade do rei de Inglaterra. E o título deste filme de William A. Seiter (1939) tem a ver com as convulsões que agitaram uma comunidade, antes de se tornar nação. O filme «O PRIMEIRO REBELDE» («Allegheny Uprising»), que foi distribuído pela RKO e que tem como principais intérpretes John Wayne, Claire Trevor, George Sanders e Brian Donlevy, conta-nos uma história passada na Pensilvânia (ainda zona de fronteira) no ano de 1759. Relata a luta dos pioneiros contra uma rede de contrabando de álcool em proveito dos pele-vermelhas. Comércio fomentado pelos ingleses, que contam com eles para contrariar as veleidades de liberdade dos colonos brancos contra a sua indesejada presença. «O PRIMEIRO REBELDE» -que se inspirou no livro de Neil H. Swanson, «The First Rebel»- é um pequeno filme que tentou tirar partido comercial da presença no elenco de John Wayne e de Claire Trevor, que, já nesse ano de 1939, haviam triunfado na película «A Cavalgada Heróica». Mas não é John Ford quem quer e esta película-se quedou-se pela mediocridade. A preto e branco, com 80 minutos de duração. Título brasileiro idêntico ao usado em Portugal.

«O JARDIM DO DIABO»

«O JARDIM DO DIABO» («Garden of Evil») é um dos westerns importantes da filmografia de Henry Hathaway. Realizado em 1954, esta fita beneficiou de um roteiro interessante proposto por Frank Fenton à produtora 20th. Century Fox e das interessantes interpretações de Gary Cooper, Susan Hayward, Richard Widmark, Cameron Mitchell, Victor Manuel Mendoza e Hugh Marlowe. Western exótico, inteiramente filmado no México, «O JARDIM DO DIABO» conta-nos a história de quatro aventureiros, que por dinheiro, mas também para vencer o tédio, aceitam ajudar uma mulher a resgatar o marido; que se encontra encurralado numa mina de ouro. Mas, a sombra ameaçadora dos Apaches -senhores do território conhecido pelo dissuasor nome de Jardim do Diabo- paira sobre o destino dessas criaturas minadas pela ambição e pelo desejo que lhes suscita a presença da bonita mulher que os contratou... Conhecido no Brasil com o título «Jardim do Pecado», este filme já tem edição DVD em vários países europeus. «O JARDIM DO DIABO» é uma fita colorida, com 100 minutos de duração.

«BUDDY LONGWAY»

«Buddy Longway» é mais uma excelente banda desenhada da escola franco-belga. Que tem reputação mundial. Estreada em Junho de 1972 mas páginas da revista «Tintin» (nº 16), foi traduzida e editada no nosso país quatro anos mais tarde. Tem como figura nuclear o 'trapper' do mesmo nome, uma personagem interessantíssima -casado com uma índia e pai de família- que vive, na natureza selvagem das montanhas Rochosas (mas não só) aventuras exaltantes, inspiradas pelos temas recorrentes da saga westerniana : corrida ao ouro, emigração para as terras do Oeste, acção dos fora-da-lei, encontros e recontros com os pele-vermelhas, etc, etc. Nos seus álbuns (uma vintena já editados) Buddy Longway é também mensageiro de tolerância e militante (passe o termo) da protecção à mãe-natura, o que acrescenta um interesse acrescido à personagem e à leitura das suas histórias. Os desenhos e guiões são da autoria de Derib, aliás Claude de Ribaupierre, cidadão helvético, nascido em 1944. Tenho boa parte dos álbuns de Buddy Longway e gostaria de completar a minha colecção. Talvez um dia...

MAIS UM WESTERN INÉDITO...

Em Hollywood, a produção de westerns foi de tal ordem, nas décadas de 30, 40, 50 e 60 (principalmente) do século passado, que, de tempos a tempos, ouvimos falar de mais uma fita que, para nós -amadores do género- era totalmente desconhecida. É o caso, por exemplo, de «THE PERSUADER», um western realizado, em 1957, por Dick Ross e que foi, ao tempo, distribuído pela companhia Allied Artists. Que eu saiba, este filme nunca estreou em Portugal. Nem, tampouco, em França, país onde é (segundo as minhas fontes de informação, que são credíveis) totalmente desconhecido...

ARTE WESTERN

Esta bonita tela intitula-se «Just Married» (que podemos traduzir por 'Casados de Fresco') e é da autoria do artista norte-americano Duane Bryers. Dá para entender que o cowboy nela representado (em companhia da esposa) resolveu um dos grandes problemas do tempo e do lugar : encontrar uma companheira, que quebre a solidão em que vive e que assegure  a execução das tarefas domésticas; para além de educar a futura prole. Enquanto ele guarda gado -por conta de outrém- na imensidão do Oeste. Por 1 dólar de remuneração diária... (Clique na imagem para ampliá-la).

«O ÚLTIMO COMBOIO DE GUN HILL»


Estimável filme de John Sturges, que o realizou em 1959 para a produtora Paramount Pictures. Neste western vamos assistir ao confronto de dois gigantes de Hollywood : Kirk Douglas (que aqui encarna a figura de um inflexível xerife, a quem assassinaram a esposa) e Anthony Quinn (no papel de um poderoso rancheiro, que quer salvar a vida do filho, um dos autores do hediondo crime). O ajuste de contas final terá lugar na estação ferroviária de Gun Hill, no meio de locomotivas fumegantes, que, visualmente, vão adensar o 'suspense'. Embora «O ÚLTIMO COMBOIO DE GUN HILL» («Last Train From Gun Hill») tenha algumas afinidades com «O Comboio das 3 e 10» (realizado uns anos atrás por Delmer Daves), não é, de modo algum, um plágio do dito; como o insinuaram alguns críticos e outras criaturas mal intencionadas. Largamente difundido em DVD, esta fita colorida, com a duração de 94 minutos, conta também com a participação de Earl Holliman, Brad Dexter, Carolyn Jones e Ziva Rodann.
Inesquecível música de fundo de Dimitri Tiomkin.