quinta-feira, 11 de julho de 2013

RIOS DO OESTE : O CONCHOS

O rio Conchos evoca, antes de mais, um western de Gordon Douglas protagonizado por Richard Boone. Actor que teve nessa fita -no papel de um ex-oficial racista do exército confederado- um dos melhores papéis da sua carreira. Mas o rio Conchos existe na realidade. E é até, com os seus 560 km de comprimento, o mais importante curso de água do estado mexicano de Chihuahua e o maior afluente da margem direita do rio Grande; que, no México, é mais conhecido pelo nome de rio Bravo del Norte. O Conchos nasce na serra Madre Ocidental, perto de Bocoyna, no município de Guadalupe. A sua importância é, sobretudo, irrigatória e energética, já que reservatórios e barragens foram construídos ao longo do seu curso. Estas obras permitem tirar algum proveito económico de uma região semidesértica e particularmente pobre. Não confundir o Conchos com o seu quase homónimo Concho, um rio exclusivamente norte-americano, que corre no estado do Texas. As imagens (que podem ser ampliadas) mostram, sucessivamente, um trecho do rio, um mapa que o situa no norte do México e um cartaz do filme que lhe deu fama.

«JUBAL»

«JUBAL» («Jubal») é um dos excelentes westerns realizados -na década de 50 do passado século- por Delmer Daves. Datado de 1956, este filme apresenta um cartaz recheado de estrelas ou de futuros ídolos : Glenn Ford, Ernest Borgnine, Rod Steiger, Valerie French, Charles Bronson, Felicia Farr, Basil Ruysdael, Noah Beery Jr, Jack Elam, etc. A história contada debruça-se sobre a figura de um pobre vaqueiro de nome Jubal, que é ajudado por um abastado rancheiro. E que se vê, injustamente, acusado de trair a confiança do 'boss', seduzindo-lhe a mulher. O que provoca um drama. O conteúdo psicológico do filme, que incomodou muita gente, parece-me a mim que só valorizou esta fita. Que também se distingue pela beleza das imagens captadas por Charles Lawton, reputado director de fotografia. A dita é a cores e a película tem uma duração de 101 minutos. No estrangeiro, nomeadamente em França e em Espanha, existem cópias DVD com legendagem em português. Título brasileiro desta fita produzida pela Columbia Pictures : «Ao Despertar da Paixão».

«FERAS SANGRENTAS»

«FERAS SANGRENTAS» (Cheyenne») é um pequeno filme do grande Raoul Walsh, que o realizou em 1947. Curiosamente, foi lançado em DVD há poucos dias, na vizinha Espanha, com o título original e com legendas em língua portuguesa. Esta fita, com fotografia a preto e branco e com uma duração de 97 minutos, centra-se na figura de Ed Landers, alcunhado o Poeta, famoso salteador de diligências.  «FERAS SANGRENTAS», que tem a chancela da companhia dos irmãos Warner, contou com a participação artística de Dennis Morgan, Jane Wyman, Janis Paige, Bruce Bennett, Alan Hale e Arthur Kennedy (no papel de Sundance Kid). O guião é da autoria de Alan LeMay, que, anos mais tarde, ofereceu o argumento de «A Desaparecida» -o western dos westerns- a John Ford. Título no Brasil : «Covil do Diabo».

A LEI DAS SÉRIES : «NORTE E SUL»

Por muito curioso que pareça, nunca me foi dada a oportunidade de ver esta série de televisão cujo enredo decorre durante a Guerra de Secessão e que coloca, frente a frente e ao que sei, duas famílias do tempo da Guerra Civil. Uma delas é uma família tradicional do Sul (a mítica 'Dixie') que, em 1861, apoia o separatismo confederado e apela à defesa do singular modo de vida de uma sociedade, cuja prosperidade assenta no trabalho escravo. A outra, originária do Norte, é partidária das ideias humanistas do senhor Abraão Lincoln, que preconiza quebrar as grilhetas do povo subjugado e dar-lhes o estatuto de homens livres. Paralelamente a isso, vivem-se paixões românticas e assiste-se aos combates fratricidas de um conflito que durou quatro longos anos e do qual resultou (directa ou indirectamente) 1 milhão de mortos. Realizada por Richard T. Heffron, que se baseou numa conhecida obra de John Jakes, «NORTE E SUL» («North and South») estreou na cadeia ABC em 1985 e teve um elenco de centenas de participantes, de entre os quais saliento, entre muitos mais, os nomes de Patrick Swayze, Lesley-Ann Down, David Carradine e Jean Simmons. Teve 17 episódios com 90 minutos de duração cada um e 3 temporadas. Ainda não perdi a esperança de ver esta mini-série, que já tem -há muito tempo- edição DVD. Inclusivamente no nosso país.

BELEZA MÁGICA

Esta tela (da autoria de um artista cujo nome agora não me ocorre) é testemunho de toda a magia que projecta o sítio de Monument Valley, no Arizona. Cenário natural de muitos westerns, nomeadamente de alguns dos mais belos filmes desse género dirigidos pelo inolvidável John Ford, Monument Valley faz parte da reserva Navajo (*) e constitui uma das mais importantes fontes de receita (geradas pela actividade turística) dessa nação autóctone. Nação que também vive da prospecção mineira, da pastorícia e da venda de artesanato, nomeadamente de tapetes de lã e de jóias de prata incrustradas de turquesas. Estive lá em 1999 e guardo uma recordação inapagável da minha visita a esse lugar fascinante. Indubitavelmente um dos que mais me impressionou durante a viagem de 15 dias que fiz através do Oeste americano. ///////// (*) O território da reserva Navajo cobre uma área de 71 000 km2 -que corresponde quase à superfície de Portugal continental- e estende-se, essencialmente, pelo território do estado do Arizona, mas também por zonas do Novo México e do Utah. (Clique na imagem para a ampliar).

terça-feira, 9 de julho de 2013

«A CARGA DA BRIGADA AZUL»

«A CARGA DA BRIGADA AZUL» («A Distant Trumpet») foi o último filme realizado por Raoul Walsh. Data de 1964 e é, como o título sugere, um western militar. Filmada (a cores e em formato Panavision) para os estúdios dos irmãos Warner, esta película evoca as guerras índias e as relações, por vezes difíceis, entre os membros da guarnição de um fortim perdido nos confins do Oeste americano. «A CARGA DA BRIGADA AZUL» é um filme de qualidade. Um drama pessimista, que mistura política e excessos militares, num quadro em que sobra, porém, algum tempo para o amor. Este filme com 116 minutos de duração é protagonizado por Troy Donahue, Suzanne Pleshette, Diane McBain, James Gregory, etc. O seu título brasileiro é «Um Clarim ao Longe». Existem vários DVD's editados na Europa. O meu é de origem francesa.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

«OS 4 CAVALEIROS DO OKLAHOMA»

Livremente inspirada na história de vida de Al Jennings -conhecido fora-da-lei do Faroeste- esta fita foi realizada em 1950 por Ray Nazarro por conta da companhia Columbia Pictures. As suas principais personagens foram interpretadas por Dan Duryea (no papel de Jennings), Gale Storm, Dick Foran e Gloria Henry. Curiosidade : Al Jennings foi condenado pelos seus crimes, passando alguns anos na prisão. Sobreviveu, no entanto, a essa detenção e viveu o tempo suficiente para ter a ocasião de participar em vários filmes mudos. Sobretudo westerns. Infelizmente, nunca tive a oportunidade de ver «OS 4 CAVALEIROS DO OKLAHOMA» («Al Jennings of Oklahoma»), que, no Brasil, foi exibido com o título «Entre o Crime e a Lei». Também não conheço, na Europa, cópia videográfica editada desta fita. Que é colorida e que tem uma duração de 80 minutos.