domingo, 24 de agosto de 2014

«O JUSTICEIRO SOLITÁRIO»

Simultaneamente realizador, co-produtor e actor principal, Clint Eastwood estreou este filme em 1985. «O JUSTICEIRO SOLITÁRIO» («Pale Rider»), que foi distribuído pela companhia dos irmãos Warner, conta-nos a história de um estranho pregador, que toma partido por uma pequena comunidade de pesquisadores de ouro na sua guerra contra um potentado; que os quer fora das terras onde laboram duramente na extracção de pepitas, para ali empregar meios industriais poderosos, que desfiguram a natureza... É um dos melhores e mais bonitos westerns de Eastwood, que aqui trabalha com Michael Moriarty, Carrie Snodgress, Christopher Penn, Richard Dysart, Sydney Penny e Richard Kiel. Apesar da nítida influência do 'spaghetti', uma visualização mais atenta desvenda as afinidades desta fita com «Shane», de George Stevens. Colorido e com 111 minutos de duração. Título brasileiro : «O Cavaleiro Solitário». Largamente difundido em vídeo.

«TERRITÓRIO FORA DA LEI»

«TERRITÓRIO FORA DA LEI» («Outlaw Territory»/«Hannah Lee»/«Hannah Lee : An American Primitive») foi realizado em 1953 por Lee Garmes e por John Ireland. Os actores principais do elenco são MacDonald Carey, Joanne Dru, John Ireland, Tom Powers e Stuart Randell. Filmado em 3D e a cores, este raríssimo western foi produzido pela firma Realart Pictures Inc. e tem uma duração de 75 minutos. Não tendo visto esta fita, não posso dar a minha opinião. Mas a verdade é que ela é apontada por muitos cinéfilos como sendo uma das melhores obras do seu género da década de 50. O que, francamente, me deixa embasbacado. A história contada é a de um grémio de rancheiros do Oeste, que contrata um assassino profissional para desembaraçar os criadores de bovinos de incómoda presença de fazendeiros vindos do Leste. Tema recorrente no cinema de cowboys. Não conheço videogramas editados desta película. Título brasileiro desconhecido.

«OS MARIDOS DE ELIZABETH»

Comédia musical ambientada no Oeste americano de finais do século XIX. Não aprecio muito este filme, principalmente por causa da promiscuidade que constitui a mistura de géneros. Reconheço, no entanto e sem esforço, que esta fita de Josuah Logan (1969) tem algumas cenas bem divertidas. «OS MARIDOS DE ELIZABETH» («Paint Your Wagon») reuniu um elenco do qual sobressaiem os nomes de Lee Marvin, de Clint Eastwood (que também foi co-produtor) e de Jean Seberg. Distrbuído pela companhia Paramount, esta fita colorida é excepcionalmente extensa, visto prolongar-se por 169 minutos. Conta-nos a história (pouco moral) de dois pesquisadores de ouro, que se lançam no rendoso negócio da prostituição... Título brasileiro : «Os Aventureiros do Ouro».

«BRIMSTONE»

Sem título nacional, «BRIMSTONE» (1949) tem a assinatura de Joseph Kane. Que foi um dos mais prolíficos realizadores de westerns. Os actores selecionados para dar corpo e voz às principais personagens desta película foran : Rod Cameron, Lorna Gray, Walter Brennan, Forrest Tucker, Jack Holt, Jim Davis e Guinn 'Big Boy' Williams. «BRIMSTONE» evoca a vida dos criadores de bovinos e fazendeiros e a sua difícil coabitação nos espaços do Faroeste. Filmado a cores para a companhia Republic, este filme tem uma duração de 90 minutos. Título brasileiro : «O Cavaleiro Negro». Tenho uma velha e desgastada cópia desta película, gravada num canal de TV europeu.

«O CALIFÓRNIA»

«O CALIFÓRNIA» («Guns of Diablo») foi realizado por Boris Sagal em 1964. A escolha dos principais actores desta fita recaíu sobre Charles Bronson, Kurt Russell (que tinha, então, 14 anos de idade), Douglas Fowley, Susan Oliver, John Fiedler e Jan Martin. Teve distribuição da M.G.M., foi filmado a cores e tem uma duração de 79 minutos. A história contada : a caminho do Oeste e arvorado no protector de um adolescente, Link Murdock (Bronson) vai cruzar-se, numa pequena localidade, com a mulher que ele ama e com o marido desta, um pistoleiro que fora mutilado durante um duelo... Nada de verdadeiramente excepcional. Título brasileiro : «As Armas do Diabo».

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

CITAÇÃO

Numa das cenas finais de «OS SETE MAGNÍFICOS» (de John Sturges, 1960) o ancião da aldeia socorrida pelos mercenários norte-americanos dirige-se aos sobreviventes e diz-lhes : «Só os camponeses venceram e aqui ficarão para sempre. Vós, pistoleiros, sois como o vento... Um vento forte, que varre a terra e que se esfuma».

«A TIME FOR DYING»

Esta fita ocupa um lugar muito especial no coração dos westernófilos; embora não seja, do ponto de vista qualitativo, nada de marcante no género cinematográfico que eles apreciam. O simbolismo de «A TIME FOR DYING» reside no facto de ter sido a última fita de longa metragem realizada pelo grande e insubstituível Budd Boetticher e também por ter sido a derradeira película com o actor-herói Audy Murphy. Actor que também a produziu, através da sociedade Fipco. Murphy encarna aqui a figura de Jesse James, um pequeno papel que desiludiu os seus fãs. Ainda com Victor Jory, Richard Lapp, e Anne Randall. Colorido e com cerca de 90 minutos de duração. Filme raro, nunca visto em Portugal no circuito comercial. No Brasil chama-se «Gatilhos da Violência». DVD inexistente (ao que sei) deste lado do Atlântico.