segunda-feira, 1 de setembro de 2014

«NO PAÍS DOS COMANCHES»

Fita datada e 1950, «NO PAÍS DOS COMANCHES» («Comanche Territory») é uma produção -colorida e com 76 minutos de duração- dos estúdios Universal International. Realizada por George Sherman, esta película foi protagonizada por MacDonald Carey (aqui no papel de Jim Bowie), Maureen O'Hara e Charles Drake. Mediocre série B, cuja história se desenvolve à volta de Bowie e do apoio dado por este aos pele-vermelhas, num conflito que os opõe a garimpeiros ávidos de ouro. Cheio de boas intenções, mas... Título brasileiro : «Terra Selvagem».

O OVELHEIRO

Tónico, movimentado, divertido ! Assim é o western «O Irresistível Forasteiro» («The Sheepman»), realizado, em 1958, por George Marshall. Outra das qualidades desta película é a de ser servido por uma plêiade de actores de primeiríssima categoria, tais como Glenn Ford (aqui no papel de um indomável ovelheiro), Shirley MacLaine, Leslie Nielsen, Mickey Shaughnessy, Edgar Buchanan e Slim Pickens, entre outros. Para que os visitantes deste blog possam relembrar algumas cenas desta jovial fita, aqui deixo o trailer respectivo. Que é, naturalmente, apenas uma amostra da sua acção trepidante e da sua graça. Até uma próxima oportunidade.

https://www.youtube.com/watch?v=An-zaTgNz6M

«A MARCA DO ÓDIO»

«A MARCA DO ÓDIO» («The Halliday Brand»)  é um pungente drama familiar. Um rancheiro (que é, ao mesmo tempo, o xerife de uma pequena localidade do Oeste) incompatibiliza-se com a vizinhança e com a própria família, por questões que têm a ver com a sua predisposição ao despotismo e à intolerância racial. É um bom filme, embora desrespeite uma regra de ouro do western do seu tempo, que favorizava (preferencialmente) as cenas de acção. Realizado, em 1957, por Joseph H. Lewis, conta com o protagonismo de Joseph Cotten, Viveca Lindfors, Betsy Blair, Ward Bond e Bill Williams. Produzida pela companhia United Artists, esta fita foi filmada a preto e branco e tem uma duração de 79 minutos. Título brasileiro : «Ódio Contra Ódio».

«DANÇAS COM LOBOS»

Justamente galardoado com 7 óscares da Academia de Cinema, esta película dirigida, co-produzida e interpretada por Kevin Costner juntou-se, com toda a propriedade, ao grupo dos 10 melhores westerns jamais realizados. É a minha (humilde) opinião, mas também a da generalidade dos amadores de filmes ambientados no Oeste americano do século XIX. Na verdade, não encontro novos adjectivos para qualificar esta película sumptuosa, que vi duas vezes no cinema, aquando da sua estreia (em 1990) e que visionei, depois, várias vezes, graças aos dois videogramas (DVD e Blu-ray) que posteriormente (e em boa hora) adquiri. «DANÇAS COM LOBOS» («Dances With Wolves») tem a chancela do consórcio Tig Productions/Majestic Films, foi filmado em ecrã largo e a cores e apresenta duas durações : 181 minutos para a versão dita normal e 225 minutos (que parecem passar a correr) para a versão longa. Baseado numa obra homónima de Michael Blake (que eu tive a felicidade de ler antes de ver a respectiva adaptação fílmica), este grandioso western foi premiado nos mais prestigiosos festivais, tanto americanos como internacionais. Para além dos já referidos 7 óscares, «DANÇAS COM LOBOS» arrecadou 1 Globo de Ouro, 1 Grammy, 1 troféu BAFTA e, entre outros mais, 1 Urso de Prata, máxima recompensa do Festival de Cinema de Berlim. Sinopse : um jovem tenente da cavalaria nortista é gravemente ferido durante uma batalha da Guerra de Secessão. Como prémio da sua conduta heróica, pôde escolher a sua transferência para um posto avançado da 'fronteira'; no limite dos territórios povoado pelas tribos pele-vermelhas insubmissas. Animado por uma sã curiosidade, John Dunbar  (é esse o seu nome) vai estabelecer um contacto fraterno com os Sioux da Grande Pradaria e adoptar o seu singular modo de vida. O que descontenta, naturalmente, os seus colegas do exército, que veem nos ameríndios uma raça inferior e para exterminar, sem dó nem piedade. Para que avance a 'civilização'... Filme inteligente, belo, humanista, perfeito. E nada mais tenho a acrescentar. A não ser que este é, verdadeiramente, um filme a não perder. Já com edição videográfica à venda no nosso país. Título no Brasil : «Dança com Lobos».

«OS PASSOS DO DIABO»

O filme «OS PASSOS DO DIABO» («Passage West»/«High Venture»), foi realizado em 1951 por Lewis R. Foster; cineasta que utilizou, na interpretação dos principais papéis, os actores  John Payne, Dennis O'Keefe e Arleen Whelan. Produzido para a Paramount Pictures, este modesto western conta-nos a história de seis foras-da-lei -evadidos da penitenciária de Salt Lake City- que se apoderam de uma caravana de emigrantes rumando (através do deserto) à Califórnia. Alguns dos foragidos expiarão as suas faltas durante a difícil jornada e outros acabarão por regenerar-se e por integrar a comunidade dirigida pelo pregador Jacob Kerns... Filme colorido e com uma duração de 80 minutos. Sem DVD à vista; o que é pena, pois li sobre este filme algumas apreciações positivas. Título no Brasil : «Legião dos Desesperados».

A FILMOGRAFIA WESTERN DE HENRY FONDA

Henry Fonda foi (e resta) um dos grandes nomes da História do cinema norte-americano, na sua vertente hollywoodiana. Que é, naturalmente, a mais visível e a mais importante. Quando, hoje, se evoca a carreira deste actor, veem-nos à memória películas como «Jezebel, a Insubmissa» (1938), «As Vinhas da Ira» (1940), «Doze Homens em Fúria» (1957) ou «A Casa do Lago» (1981), que contam entre as melhores que ele protagonizou ao longo dos anos em que esteve ligado ao mundo da 7ª Arte. Mas a verdade é que ele também deu corpo e voz a figuras westernianas, que emparelham, sem favor, com as personagens interpretadas nos supracitados filmes. Basta lembrar, entre outras, a do jovem Lincoln no filme «A Grande Esperança» (1939), a de Gilbert Martin -colono e insurrecto- em «Ouvem~se Tambores ao Longe» (1939), a de Gil Carter, o vaqueiro atormentado pelos remorsos de «Consciências Mortas» (1943), a do xerife Wyatt Earp em «A Paixão dos Fortes», a do oficial de cavalaria Owen Thursday em «Forte Apache» (1948) ou, ainda, a do manhoso jogador de póquer da fita «Todos Contra Um» (1966). Na realidade, Henry Fonda protagonizou inúmeras figuras de homem do Oeste numa longa sequência de westerns (cerca de 20), que aqui enumero. Esperando, naturalmente, não ter esquecido nenhum deles : 01- «A FILHA DO BOSQUE MALDITO» («The Trail of the Lonesome Pine»), de Henry Hathaway, 1936; 02- «A JUSTIÇA DE JESSE JAMES» («Jesse James»), de Henry King, 1939; 03- «A GRANDE ESPERANÇA» («Young Mr. Lincoln»), de John Ford, 1939; 04- «OUVEM-SE TAMBORES AO LONGE» («Drums Along the Mohawk»), de John Ford, 1939; 05- «O REGRESSO DE FRANK JAMES» («The Return of Frank James»), de Fritz Lang, 1940; 06- «CONSCIÊNCIAS MORTAS» («The Ox-Bow Incident»), de William Wellman, 1943; 07- «A PAIXÃO DOS FORTES» («My Darling Clementine»), de John Ford, 1946; 08- «FORTE APACHE» («Fort Apache»), de John Ford, 1948; 09- «SANGUE NO DESERTO» («The Tin Star»), de Anthony Mann, 1957; 10- «O HOMEM DAS PISTOLAS DE OURO» («Warlock»), de Edward Dmytryk, 1959; 11- «A CONQUISTA DO OESTE» («How the West Was Won»), de H. Hathaway, G. Marshall e J. Ford, 1962; 12- «TODOS CONTRA UM»* («A Big Hand for the Little Lady»), de Fielder Cook, 1966; 13- «O HOMEM COM A MORTE NOS OLHOS» («Welcome to Hard Times»), de Burt Kennedy, 1967; 14- «A HORA DA FÚRIA»* («Firecreek»), de Vincent McEveety, 1968; 15- «UM CLUBE SÓ PARA CAVALHEIROS»* («The Cheyenne Social Club»), de Gene Kelly, 1970; 16- «O RÉPTIL» («There Was a Crocked Man», de Joseph L. Mankiewicz, 1970. //////////////////////////////////// Assinalo também a participação do actor Henry Fonda, no elenco dos filmes -de inspiração westerniana- seguintes : A- «Dois Incorrigíveis Teimosos» («The Rounders»), de Burt Kennedy, 1965. Que se pode considerar um western comtemporâneo, visto a acção se desenrolar na segunda metade do século XX; B- «Aconteceu no Oeste» («C'Era una Volta il West»), de Sergio Leone, 1968. Que é um 'spaghetti'; C- «O Meu Nome é Ninguém» («Il Mio Nome è Nessuno»), de Tonino Valerii, 1973. Que é, também ele, um 'western' italiano. Da sua lista de interpretações figuram, ainda, algumas produções televisivas, das quais se destacam a série «The Deputy», que comportou 76 episódios de 30 minutos cada um, e os telefilmes «Stranger on the Run» (1967) e «The Red Pony» (1973). Nota final : os títulos portugueses assinalados com asterisco (*) foram-me comunicados por amigos, sem que eu tivesse podido confirmá-los junto de outras fontes.

«A VINGANÇA DOS MORTOS»

O filme «A VINGANÇA DOS MORTOS» («High Lonesome»), de 1950, apresenta a particularidade de ter sido realizado por Alan LeMay, o famoso escritor e argumentista de «A Desaparecida», a obra-prima de John Ford. Produzido e distribuído pela United Artists, este western teve a participação artística e John Barrymore Jr., Chill Wills, John Archer, Lois Butler, Kristine Miller, Basil Ruysdael e Jack Elam. Foi filmado a cores e tem uma duração de 81 minutos. Conta-nos a história de um jovem com problemas do foro psíquico, que se refugia num rancho abandonado, também escolhido como esconderijo por uma quadrilha de malfeitores procurados pelas autoridades. A coexistência entre eles não será pacífica... Confesso que nunca vi esta fita e que alimento alguma curiosidade em relação a este singular western. Títulos brasileiros conhecidos : «Ódio Implacável» e «O Forasteiro Solitário». Que eu saiba, ainda não tem cópia DVD editada na Europa.