quarta-feira, 9 de março de 2016

«GOOD FOR NOTHING»

Oeste americano, finais do século XIX. Uma jovem inglesa, que tenta chegar ao rancho que um seu tio possui nos Estados Unidos, é raptada durante a viagem por um rude pistoleiro. Que, impotente para resolver um problema íntimo, a passeia pelos vastos espaços do faroeste e a implica nas suas sangrentas aventuras. Ainda não tive a ocasião de ver este western, cujo enredo é contado em tom irónico; e que, ao que se diz, foi produzido (pela MI Films) com capitais provenientes da Nova Zelândia. «GOOD FOR NOTHING» foi realizado em 2012 por Mike Wallis e reuniu um elenco composto (entre outros) por Cohen Holloway, Inge Rademeyer, Jon Pheloung, Richard Thompson e Toa Waaka. É um filme colorido, com uma duração de 91 minutos. Apesar de já ter edições videográficas em vários países, as ditas ainda não chegaram (que eu saiba) a Portugal. Título brasileiro : «Homens em Conflito».

terça-feira, 8 de março de 2016

OBRA DE REFERÊNCIA

A «Encyclopédie du Western», da autoria de Patrick Brion (um verdadeiro especialista do nosso cinema favorito), foi lançada em França, há umas semanas atrás. Comporta 2 volumes com mais de um milhar de entradas. Únicos defeitos : o seu preço elevado (mas amplamente justificado) e o facto de só ser acessível aos falantes da língua de Vítor Hugo. Vou amealhar uns tostões para a poder comprar...

«A CAMINHO DO OESTE»

«A CAMINHO DO OESTE» («Slow West») é o fruto de uma colaboração entre produtores britânicos e néo-zelandeses. A acção decorre no Colorado do século XIX, para onde se dirigiu um ingénuo adolescente escocês; que ali procura a moça que ama e ali refugiada, depois de ter sido acusada de um crime. Mas a jornada revela-se mais árdua e mais perigosa do que ele imaginava e o jovem vê-se obrigado a recorrer à protecção (remunerada) de uma misteriosa personagem. Ainda não me foi dada a oportunidade de ver esta película (estreada em 2015), da qual já tive ecos favoráveis. Teve realização de John MacLean e interpretação de Michael Fassbender, Ben Mendelsohn, Kodi Smith-McPhee e Caren Pistorius. É uma fita colorida, com uma duração de 84 minutos. No Brasil, conservou o seu título original.

«HOT LEAD AND COLD FEET»

Western paródico produzido, em 1978, pelos estúdios Walt Disney. Foi realizado por Robert Butler, que se rodeou dos actores Jim Dale, Karen Valentine, Don Knotts, Jack Elam e Darren McGavin, para dar consistência a esta história que conta a rivalidade de dois irmãos gémeos, que lutam para se apoder da choruda herança de seu pai. Progenitor que simulou a sua própria morte, para se divertir com a reacção dos filhos : um, que é um cowboy puro e duro, amigo de pistolas e de uísque, e o outro, que enveredou pela carreira religiosa, tornando-se membro importante do Exército da Salvação. Creio que esta hilariante fita é inédita no nosso país. Já no Brasil, esta comédia teve projecção nas salas de cinema, onde foi exibida com o título «Chumbo Quente e Pé Frio». Filme colorido, com 90 minutos de duração.

«THE KEEPING ROOM»

Estreado nos Estados Unidos em 2015, «THE KEEPING ROOM» é um dos cinco ou seis filmes recentes com acção ambientada no Oeste que vamos tentar descobrir (se possível) nos próximos meses. Este foi dirigido por Daniel Barber, que centra o assunto deste seu trabalho nos derradeiros dias da Guerra Civil, e que concede o vedetismo a três mulheres (duas brancas e à sua escrava negra) que vão -por todos os meios ao seu alcance- tentar preservar a sua casa, as suas vidas e a sua honra das arremetidas de soldados ensandecidos pelo conflito. Sejam eles rebeldes desertores ou ianques embriagados pela vitória iminente e pela sede de vingança. «THE KEEPING ROOM» é, pois, um filme onde o protagonismo é dado às mulheres. O que, sem ser verdadeiramente inédito, é suficientemente raro para aqui ser ressalvado. Esta película colorida tem uma duração de 95 minutos e está a ser distribuída pela companhia Lionsgate Films. Destaco, no seu elenco, os nomes de Brit Marling, Hailee Steinfeld, Muna Otaru, Sam Worthington, Amy Nuttall e Ned Dennehy. Ainda sem títulos em Portugal e no Brasil.

COISA CURIOSA

Aqui há tempos adquiri, na net, uma caixa com todos os episódios da primeira temporada da série «Cheyenne», que -nos anos  50 e 60 do passado século- foi produzida pelo departamento de televisão da companhia Warner Bros.. E, coisa curiosa, apercebi-me que o 6º episódio (da referida série western), intitulado «The Tavelers», é uma cópia conforme, embora resumida, da longa metragem «A Caminho da Forca» («Along the Great Divide»); que, meia dúzia de anos antes, fora realizada por Raoul Walsh para os mesmos estúdios. Como a produtora é a mesma, não se trata, obviamente, de um plágio; mas não deixa de ser curioso que, logo num dos primeiros episódios da série em questão, um deles (realizado por Richard L. Bare) copie desavergonhadamente um filme ainda lembrado por todos os westerners. Eu só conhecia esta série de nome e confesso que não sei se a dita chegou a ser programada, em tempo próprio, pela RTP, o então canal único da nossa televisão... «Cheyenne», que teve no papel principal o atlético Clint Walker, compreendeu 108 episódios (de 45 minutos de duração cada um) distribuídos por 7 temporadas e foi programada, nos Estados Unidos, pelos canais da ABC.


Atenção : a caixa que eu adquiri, por pouco mais de 27 euros (e que está acima representada), só contém a V.O. e a versão legendada em língua francesa.

WESTERN GALARDOADO

Difícil reactivar este blog, sem começar por referir a recente atribuição de 3 óscares (pela Academia de Cinema dos 'states') ao western «THE REVENANT - O RENASCIDO»; título híbrido atribuído por cá ao último sucesso do realizador Alejandro González Iñarritu. Já vi o filme e achei-o interessante, mas manchado por uma violência extrema e desnecessária, que, confesso, por vezes me incomodou. 'Remake' não assumido de um «Homem na Solidão» -realizado em 1970 por Richard C. Sarafian- esta fita (que, já antes, fora galardoada com uma profusão de Globos de Ouro e de Baftas) conta-nos um episódio da vida do 'frontierman' Hugh Glass, descrito num livro de Michael Punke que serviu de base ao guião. Trata-se de uma história de vingança, protagonizada por um caçador de peles, que, depois de ter sido destroçado por um enorme urso pardo, é precipitadamente abandonado pelos seus companheiros de aventuras. E que, num ambiente dos mais hostis, consegue sobreviver às agressões da Natureza e aos ataques dos pele-vermelhas, para cumprir a sua premeditada e sanguinolenta desforra. Prefiro, sem sombra de dúvidas, o filme  do já citado Sarafian; que é mais linear, mais em conformidade com o espírito do western tradicional. Questão de gosto pessoal, que admito não ser partilhada por outros cinéfilos... Curiosidade : com a sua participação nesta película, Leonardo DiCaprio alcançou uma das 3 recompensas maiores atribuídas ao filme , o seu primeiro óscar.