segunda-feira, 21 de março de 2016

«AHÍ VIENE MARTÍN CORONA»

Martín Corona (que tem sempre a seu lado o velho e fiel companheiro, que fez dele um homem valente, honrado e generoso) vai defender o decoro e os interesses de uma fidalguita espanhola. Uma moça linda, a quem um safado sem escrúpulos roubou a herança e deseja manter sequestrada. Mas o justiceiro mexicano vem aí para contrariar os sinistros planos do desalmado e dos seus sequazes. Realizada e produzida, em 1952, por Miguel Zacarias, esta fita foi filmada a preto e branco e tem uma duração de 96 minutos. No seu elenco figuram os actores-cantores Pedro Infante e Sarita Montiel, para além de Eulalio González 'Piporro', Armando Silvestre e Florencio Castelló, etc. Muitas (e bonitas canções), cavalgadas e tiroteios. Tudo ao gosto da época e do público latino-americano, naturalmente. O DVD (em V.O.) com cópia desta fita pode ser facilmente encontrado em Espanha.

domingo, 20 de março de 2016

CASINOS FLUTUANTES

Esta ilustração (a de topo) mostra o amplo salão de um 'riverboat', vapor de rodas típico do rio Mississippi e seus afluentes. Salão que, quando necessário, se podia rapidamente transformar em casino e antro de batoteiros profissionais. Com efeito, estas embarcações do século XIX combinavam a sua condição de transporte de passageiro e de carga de mercadorias diversificadas, com a (menos gloriosa) de casinos flutuantes; para os quais convergiam enxames de aventureiros do póquer e de outros jogos de cartas. Que depenavam, literalmente, todos os incautos que lhes caiam nas mãos. Foi essa, pelo menos, a imagem que nos deixou o cinema de Hollywood em muitas das suas películas. Ocorrem-me, assim, de repente, os títulos de algumas dessas fitas : «A Dama do Rio» (1948), «Show Boat» (1951), «O Aventureiro do Mississippi» (1953), «Romance de um Jogador» (1954), «A Dama Valente» (1955), «Anos de Violência» (1955), «Maverick» (1994)...

segunda-feira, 14 de março de 2016

WESTERN RARO COM LANÇAMENTO DVD EM ESPANHA

«A Montanha Vermelha» («Red Mountain») é uma fita rara da Época de Ouro e a sua cópia muito desejada pelos amadores do género. Infelizmente, tem sido ostracizada pelos editores europeus. À excepção, todavia, dos espanhóis, que agora lançaram um DVD com uma excelente reprodução deste filme;  que contou com a interpretação, no papel principal, do saudoso Alan Ladd. Pena é que, para além da V.O. e da versão na língua de Cervantes, os editores não tenham juntado uma versão legendada em português. Nos teríamos ficado muito gratos.

«FORT VENGEANCE»

«FORT VENGEANCE» é mais um western que nunca chegou a estrear no nosso país. Foi realizado em 1953 por Lesley Selander para a companhia Allied Artists, que confiou a sua distribuição internacional à Columbia Pictures. Colorido e com 75 minutos de duração. No cartaz destacam-se os nomes dos actores James Craig, Rita Moreno, Keith Larsen, Reginald Denny e Morris Ankrum. Sinopse : dois irmãos com contas a ajustar com a justiça dos Estados Unidos, passam a fronteira do Canadá e vão alistar-se na Polícia Montada. Isso, num momento difícil de revoltas dos pele-vermelhas. Um dos manos integra-se na instituição que o acolheu e torna-se um exemplo de conduta. Já o outro, implica-se nos negócios sujos de um traficante de peles e vai pagar as consequências dos seus irreflectidos actos de rebeldia... Título brasileiro : «Código de Guerreiros».

CAPTURA DE UM DESERTOR

Esta aguarela é da autoria do consagrado artista Frederic Remington, que a executou em finais do século XIX e que a intitulou «Arresting the Deserter». Mostra, com efeito, uma patrulha da cavalaria dos Estados Unidos na iminência de proceder à captura de um dos seus, que abandonou a tropa sem autorização legal. A vida das guarnições do Oeste era perigosa e de uma extrema dureza. Daí as deserções serem coisa corrente, apesar de punidas com severidade.

«ECHOES OF WAR»

Em 1866, Wade Riley -um ex-combatente da Guerra Civil- está de regresso ao lar. Onde não encontra a paz tão desejada, por causa das patifarias do quadrilheiro McCluskey, que aterroriza os seus e se dedica a roubar o gado da propriedade familiar. Farto de conflitos, o veterano de guerra vai, no entanto, pegar nas armas para fazer valer os seus direitos e impor a justiça. Nem que, para tanto, tenha que desencadear um novo morticínio...  Este filme data de 2015 e foi realizado (em 2015) por Kane Senes. Teve produção da American Film Productions, é colorido e tem 100 minutos de duração. Com James Badge Dale, Ethan Embry e William Forsythe. Estou desconfiado que este filme  foi, prioritariamente, destinado ao mercado do vídeo; e que, em consequência dessa política, será muito difícil vê-lo nas salas de cinema.

«COPPER SKY»

Vi este filme há muitos, muitos anos, num canal estrangeiro de televisão, num tempo em que não se sonhava sequer com a chegada dos gravadores de vídeo, dos DVD's e de outras maravilhas da técnica. Apesar de muitos anos terem passado, guardei sempre uma grata recordação desta fita, realizada (em 1957) por Charles Marquis Warren para a Regal Films Inc.. Filmada a preto e branco e com uma duração de 87 minutos, «COPPER SKY» conta-nos a história de um homem acusado, injustamente, do assassínio de um pele-vermelha. E que por causa disse (e por falta de discernimento das autoridades) vai parar com os costados à cadeia de uma obscura localidade do Oeste. Entretanto, para vingarem a morte violenta do seu irmão de raça, os Apaches investem a cidade e massacram toda a população; à excepção, paradoxalmente, daquele que fora acusado do crime e que, em coma etílico, fora deixado por morto no seu calabouço. Depois da retirada dos índios, chega a cidade a professora contratada para tomar conta da escola local; que ali vai encontrar o único sobrevivente da matança e que, com ele, vai protagonizar uma fuga épica através de território hostil. Com Jeff Morrow, Coleen Gray, Sthroter Martin, Paul Brinegar e John Pickard. Os exteriores desta película foram rodados perto de Kanab, no Utah, região de filmagens de inúmeros westerns e que já foi visitada (com grande prazer) pelo autor destas linhas. Título brasileiro : «Céu de Cobre».