quarta-feira, 3 de abril de 2013

«ESQUECE O MEU PASSADO»

Com realização de Rudolph Maté e produção da companhia Paramount, esta interessante fita já tem (aliás há alguns anos) cópia DVD editada em Portugal. «ESQUECE O MEU PASSADO» («Three Violent People») data de 1956 e é um filme colorido, com uma duração de 96 minutos. Conta-nos a história de um ex-oficial confederado, que, depois da tormenta da guerra civil, regressa ao seu rancho do Texas. Onde o aguarda uma série de problemas, mais ou menos dramáticos, suscitados por um casamento precipitado, pelo regresso de um irmão que o odeia e pela política das autoridades de ocupação nortistas, que espremem o Sul com insustentáveis impostos e taxas. Gosto deste western, que conta com a participação artística de Charlton Heston, Anne Baxter, Tom Tryon, Gilbert Roland, Forrest Tucker, Bruce Bennett e Elaine Stritch. Título brasileiro : «Trindade Violenta».

terça-feira, 2 de abril de 2013

A LEI DAS SÉRIES : «A FOLHA DO ÁCER»

«A FOLHA DO ÁCER» («La Feuille d'Érable»)  é uma série televisiva especialmente produzida para as televisões francófonas e realizada com verbas provenientes do Canadá (CBS), de França (ORTF), da Bélgica (RTB) e da Suíça (SSR). Mas que, graças à sua qualidade, também foi transmitida em vários outros países, nomeadamente em Portugal. Esta série está datada de 1971 e obteve um franco sucesso por onde passou. Com argumento de Marie Desmarais, «A FOLHA DO ÁCER» teve 13 episódios com uma duração de aproximativamente 1 hora cada e foi filmada a preto e branco. Distingui-se pelo seu interessante conteúdo histórico, já que relata a odisseia da família (fictícia) de François Bellerose, que desembarcou no Canadá no século XVI, com Jacques Cartier, e ajudou a conquistar o Quebeque aos índios dessa vasta região da América setentrional e a fixar os franceses naquelas ricas terras. A história da família Bellerose prolongou-se por várias épocas (mais de 2 séculos), até à vitória dos britânicos, que acabaram por apoderar-se da colónia. «A FOLHA DE ÁCER» teve vários realizadores, teve uma muito bonita música de fundo composta por Gilles Vigneault e contou com as interpretações de Anne Pauzé, Carole Laure, David Schurmann, Dominique Briand, François Tassé, Gilles Renaud, Hélène Loiselle, Jean-Louis Roux, Léo Ilial, Lionel Villeneuve, Michel Magny, Paul Guèvremont Roger Garceau, Ronald France, André-Paul Antoine e Réginald Boisvert. Não existe, por enquanto, gravação DVD desta série. O que é pena...

«ALMAS EM FÚRIA»

O filme «ALMAS EM FÚRIA» («The Furies») foi realizado em 1950 por Anthony Mann e é um dos westerns menos conhecidos deste inspirado mestre do género.  Baseada num romance do prestigioso autor Niven Bush, esta película conta a história de um antagonismo entre um poderoso rancheiro do sudoeste dos Estados Unidos e a sua herdeira; uma jovem independente e caracterial, que vai engendrar um esquema que levará o seu progenitor à ruína. Filmado a preto e branco para a companhia Paramount, este drama psicológico contou com a participação de grandes actores : Barbara Stanwyck, Walter Huston, Wendell Corey, Judith Anderson, Gilbert Roland, Thomas Gomez, Albert Dekker e Wallace Ford, entre outros. «ALMAS EM FÚRIA» tem uma duração de 110 minutos e, no Brasil, recebeu título idêntico àquele que lhe foi dado em Portugal.

«O GRANDE COMBATE»

«O GRANDE COMBATE» («Cheyenne Autumn») é, sem dúvida, uma das grandes obras realizadas (por John Ford, em 1964) sobre o destino trágico das nações pele-vermelhas da América do norte. Neste grandioso filme -do qual transpira um humanismo corajoso- o mestre do cinema western conta a odisseia do povo Cheyenne; que, no final das chamadas Guerras Índias, foi desterrado das suas verdejantes terras do Wyoming para uma longínqua e árida reserva do território do Oklahoma. Para um verdadeiro campo de concentração, onde as autoridades de Washington o obrigaram a viver na mais humilhante das misérias, desonrando a palavra dada a uma das mais orgulhosas nações da Grande Pradaria. Uma nação que, aliada aos Sioux e aos Arapahos, havia infligido uma derrota histórica a Custer em Little Bighorn. Esta penúltima película realizada por John Ford é um testemunho emocionante sobre o fim de uma nação esmagada pela má fé dos políticos e pela falta de generosidade dos vencedores de uma guerra racial, de uma guerra de extermínio lançada -logo no início da colonização branca da América setentrional- contra os nativos do Novo Mundo. A ver ou rever. Para descobrir ou para recordar. Existem já cópias videográficas desta película, verdadeiramente indispensável na DVDteca de todo o cinéfilo que se preze. Elenco de luxo, com Richard Widmark, Caroll Baker, Karl Malden, Ricardo Montalban, Dolores del Rio, Arthur Kennedy, Edward G. Robinson, James Stewart, Sal Mineo, Gilbert Roland, etc, etc. Colorido e com uma duração de 145 minutos. Título brasileiro : «Crepúsculo de uma Raça».

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ARMAS DO OESTE : A PISTOLA DERRINGER

Curta, e portanto muito fácil de dissimular, a pistola Derringer era (por essas e por outras razões) uma das armas mais perigosas usadas no Oeste americano. Tinha, em princípio, dois canos sobrepostos, que disparavam munições de vários calibres. Segundo a marca e o modelo. Porque a pistola original criada, na Filadélfia do século XIX por Henry Deringer, (nome real do seu inventor), foi copiada por muitos fabricantes de armas (inclusivamente europeus) e passou a designar, genericamente, uma pistola de pequeno porte. O cinema western popularizou esta arma junto do público, que associou o seu nome e o seu uso ao dos jogadores de póquer, ao dos batoteiros. Também as mulheres a apreciavam muito, porque esta pequena, mas poderosa arma, cabia num simples saco de mão ou podia ser facilmente escondida nos vestidos amplos do tempo. Curiosidade histórica : o presidente Abraão Lincoln foi assassinado, em 1865, com uma destas perigosas pistolas.

«KID, O AVENTUREIRO»

Realizado em 1957 pelo prolífico e competente Ray Nazarro, «KID, O AVENTUREIRO» («Domino Kid») conta-nos a história de um militar desmobilizado pelo derrotado exército confederado, que regressa ao seu Texas natal para encontrar o rancho familiar devastado pelos ladrões de gado; que também assassinaram o seu progenitor. Criminosos que ele logra identificar e que vai castigar, segundo a mais pura tradição westerniana. Embora sem grande brilho, «KID, O AVENTUREIRO» é uma fitazinha que se vê com alguma curiosidade e interesse. Foi produzida para a Columbia Pictures e tem, nos principais papéis, Rory Calhoun (que investiu alguns dos seus próprios capitais na produção deste western), Kristine Miller, Andrew Duggan, Yvette Duguay, Peter Whitney, Eugene Iglesias, etc. Esta fita foi filmada a preto e branco e tem uma duração de 74 minutos. Chama-se, no Brasil, «Kid, o Vingador».

«THE LAST DAY»

Desconheço o título atribuído em Portugal a este telefilme de Vincent McEveety; que o realizou em 1975. Vi-o, há muitos anos, num canal francês de televisão, e guardei uma boa (embora já difusa) recordação deste western. Que, apesar das suas origens, eu não desdenharia ter na minha colecção de filmes do género produzidos para o grande ecrã. «THE LAST DAY» conta-nos a história de um pistoleiro que arrumou as armas e que leva -com a família que constituíu- uma existência tranquila numa cidadezinha do Cansas chamada Coffeyville. Ora, nesse ano de 1882, é essa localidade que os famigerados irmãos Dalton escolhem para teatro de mais uma das suas patifarias... Excelente trabalho de McEveety -que trabalhou, essencialmente, para os estúdios de televisão- mas também dos actores escolhidos pela produção (A.C. Lyles Prod. e Paramount Television) : Richard Widmark, Barbara Rush, Robert Conrad, Richard Jaeckel, Tim Matheson, Christopher Connelly, Tom Skerritt, Loretta Swit, etc. Este filme da TV é colorido e tem uma duração de 100 minutos. Pena é que que esta obra de valor ainda não tenha merecido honras de gravação em DVD...