segunda-feira, 9 de setembro de 2013

«PALA NEGRA»

/ O western «PALA NEGRA» («Black Patch») data de 1957 e teve realização de Allen H. Miner. Os actores principais desta fita de série B são George Montgomery (que também é co-produtor), Diane Brewster, Tom Pittman e Leo Gordon (que também foi o hábil autor do guião). A distribuição foi assegurada pela Warner Bros.. «PALA NEFRA» foi filmado a preto e branco, tem uma duração de 83 minutos e conta-nos a seguinte história : o xerife (zarolho) de uma cidadezinha do Oeste é acusado de ter assassinado o seu melhor amigo, que passara para o lado oposto da lei e se tornara um temível assaltante de bancos. Pouco conhecido, até porque não lhe conheço DVD comercial, este western tem alguma qualidade. Tenho uma cópia (manhosa) deste filme, obtida através de uma gravação num canal estrangeiro de TV. «O Oeste Selvagem» é o título desta fita no Brasil.

domingo, 8 de setembro de 2013

«ABBOTT E COSTELLO E A VIÚVA ALEGRE»

Esta película, que tem o título original «The Wistfull Widow of Wagon Gap», foi realizada em 1947 por Charles T. Barton para a companhia Universal. A presença de Abbott e Costello (uma das mais apreciadas parelhas cómicas da Hollywood do tempo) é reveladora do que se pode esperar desta fita ambientada no Faroeste. «ABBOTT E COSTELLO E A VIÚVA ALEGRE» -uma película filmada a preto e branco e com uma duração de 78 minutos- contou com a participação dos supracitados e, também, com as de Marjorie Main, Audrey Young e George Cleveland. A história desenvolve-se à volta de dois caixeiros viajantes, que são acusados de terem assassinado um habitante de Wagon Gap, no Montana. E que, naturalmente, são confrontados com a dura lei do Oeste... Desconheço o título brasileiro desta comédia que eu vi há muitos, muitos anos e da qual não guardei grandes recordações. Mas aqui fica a referência.

«WHOA !»

Uma diligência 'Concord' trava -numa nuvem de poeira- junto a uma estação de muda. Durante o dia, a paragem será breve. Apenas o tempo necessário para substituir as bestas cansadas por uma tirada de várias dezenas de quilómetros e para que os passageiros desentorpeçam as pernas. É também a oportunidade para que estes molhem as gargantas ressequidas pelo calor e pelo pó das pistas e para fazerem provisão de água para mais uma sofrida etapa através dos agrestes territórios do Sudoeste dos Estados Unidos. Esta sugestiva tela é obra do grande artista Jim Carson, que a intitulou «Whoa !». (Clicar na imagem para a ampliar).

«O HOMEM SOLITÁRIO»

Esta película foi realizada em 1955 por Ray Milland; que desempenhou, ele próprio, o papel principal deste western com roteiro a atirar para o 'film noir'. «O HOMEM SOLITÁRIO» («A Man Alone») conta-nos a história de um pistoleiro, que é injustamente acusado do assalto a uma diligência e de ter dado a morte a todos os passageiros da carruagem. Acossado por toda a população de uma localidade do Oeste, o homem refugia-se na cave da residência do xerife (prostrado por doença súbita), onde é descoberto pela filha do representante da lei. Que, após muitas reticências, acaba por aceitar as suas explicações e por contribuir para que a verdade dos factos seja reposta. Muito suspense nesta excelente obra produzida para a companhia Republic Pictures. «O HOMEM SOLITÁRIO» foi filmado a cores e tem 96 minutos de duração. No genérico, para além do já citado Ray Milland, inscrevem-se os nomes de Mary Murphy, Ward Bond, Raymond Burr, Arthur Space, Alan Hale Jr e Lee Van Cleef. Na Europa existe uma cópia DVD (a única que eu conheço) editada em Espanha com a referência «Un Hombre Solo». Curiosamente, esta fita tem, no Brasil, dois  títulos : «Um Homem Solitário» e «Um Homem Só».

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

«O CAVALEIRO SOLITÁRIO»

Um pistoleiro profissional regressa ao lar após uma longa ausência de 17 anos. E vai ter que enfrentar-se com a hostilidade dos seus conterrâneos, inclusivamente com a do seu próprio filho, que viveu em condições indignas, depois da morte de sua mãe e por causa do abandono do seu progenitor. «O CAVALEIRO SOLITÁRIO» («The Lonely Man») foi realizado, em 1957, por Henry Levin e contou com a participação dos actores Jack Palace, Anthony Perkins, Neville Brand, Robert Middleton, Elisha Cook Jr, Elaine Aiken e Lee Van Cleef.  Produzido para a companhia Paramount, este western foi filmado a preto e branco e tem 87 minutos de duração. O seu título no Brasil é «O Bandoleiro Solitário». Não lhe conheço cópia DVD na Europa.

«DUELO DE FOGO»

«DUELO DE FOGO» («Gunfight at the OK Corral») é um dos melhores westerns de John Sturges e, a meu ver, nada tem a invejar a um famoso filme de Ford sobre o mesmo tema e que lhe serviu de modelo. Estreada em 1957, esta película exemplar -colorida e com 122 minutos de duração- tem a chancela dos estúdios Paramount e conta com as magníficas interpretações de Burt Lancaster (no papel de Wyatt Earp), Kirk Douglas (Doc Holliday), John Ireland (Johnny Ringo), Rhonda Fleming, Jo Van Fleet, Lyle Bettger, Dennis Hopper, Earl Holliman, Frank Faylen, Ted de Corsia, Jack Elam e Lee Van Cleef. De destacar são, ainda, a excelente fotografia (VistaVision) de Charles Lang e a música (inesquecível) de Dimitri Tiomkin. De salientar é, também, o facto do guião ter a prestigiosa assinatura de Leon Uris. A história contada é a da rivalidade das famílias Earp e Clanton e do seu célebre ajuste de contas em Tombstone, no OK Corral. Filme largamente difundido em DVD. Título brasileiro : «Sem Lei e Sem Alma».

«CAVALEIROS DO CÉU» (A CANÇÃO)

Esta canção de sabor western foi lançada em 1948, nos Estados Unidos, por Stan Jones, com o título «Riders in the Sky». Em Portugal foi popularizada pelo duo «Ouro Negro»; que, nos anos 60, a foi buscar ao Brasil, onde ela já era interpretada pelo famoso  Carlos Gonzaga, com uma letra em língua portuguesa, cujo autor eu não conheço. Nesse país lusófono da América do sul, «Cavaleiros do Céu» foi cantada por outros artistas, nomeadamente por Romeu Gomes, que a gravou em CD. Todas as versões citadas estão no You Tube e podem ser escutadas por quiser ouvi-las. Entretando, aqui deixo a letra portuguesa desta bonita canção de vaqueiros :

 CAVALEIROS DO CÉU

Vaqueiro do Arizona, desordeiro e beberrão
Corria em seu cavalo pela noite no sertão
No céu, porém, a noite ficou rubra num clarão
E viu passar num fogaréu um rebanho no céu

y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu

As rubras ferraduras punham brasas pelo ar
E os touros como fogo galopavam sem cessar
E atrás vinham vaqueiros como loucos a gritar
Vermelhos a queimar também, galopando pr'ó além

Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, seguindo pr'ó além

Centelhas nos seus olhos e o suor a escorrer
Sentindo o desespero da boiada se perder
Chorando a maldição de condenados a viver
A perseguir, correndo ao léu, um rebanho no céu

Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu

Um dos vaqueiros, ao passar, gritou dizendo assim :
Cuidado companheiro, ou tu virás para onde eu vim
Se não mudas de vida tu terás o mesmo fim
Querer pegar no fogaréu um rebanho no céu

Correndo pelo céu

Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô.