sexta-feira, 11 de março de 2016

«THE TIMBER»

«THE TIMBER» (ainda sem estreia comercial no nosso país) foi realizado, em 2015, por Anthony O'Brien e contou com um elenco do qual se destacam os nomes de Josh Peck, James Ransone, Elisa Lasowski, Mark Caven, William Gaunt e David Baulie. Ainda não vi este western, mas a informação que me chegou aos ouvidos é que não é coisa para desperdiçar. Apesar de ter sido produzido com um orçamento dos mais reduzidos e que, ao que se diz, não ultrapassou os 2 milhões de dólares. A acção decorre no grande norte canadiano, aquando da grande corrida ao ouro do Yukon. Um certo velho, de nome Jebediah, enlouqueceu, depois da sua mina se ter esgotado. E torna-se de tal modo violento, que as autoridades intimam os seus dois filhos a tomar as devidas providências para o neutralizar. É então que estes (a braços com problemas financeiros com o banco, que lhes quer apreender a propriedade familiar) se lançam numa perseguição que só pode acabar mal... Colorido e com 82 minutos de duração. Espero que um dia o possamos ver por cá; nem que seja graças a um videograma.

«NIKKI, WILD DOG OF THE NORTH»

Esta é mais uma película produzida -para um público familiar e/ou juvenil- pelos estúdios Walt Disney. Nunca foi, que eu saiba, exibida comercialmente em Portugal. Já no Brasil, a fita em questão foi apresentada nas salas de cinema, com o título «Nikki, Cão Selvagem do Norte». A realização deste filme -estreado no ano de 1961- foi confiada a Jack Couffer e Don Haldane, que dirigiram um elenco composto (em parte) pelos actores Robert Rivard, Jean Coutu, Emile Genest e Uriel Luft. A história contada decorre nas Montanhas do Canadá em 1899 e conta-nos a odisseia de um cão e de um filhote de ursos. Que, depois de terem escapado ao naufrágio da canoa de um caçador de peles, vão enfrentar todos os perigos de uma região hostil. Primeiramente rivais, os dois animais acabam por recorrer à entreajuda para poderem sobreviver. Simpática fita com um fim moral, como era apanágio da produtora. Colorida e com 74 minutos de duração.

ESTAREMOS A ASSISTIR A UM DESPERTAR DO CINEMA WESTERN ?

Como é visível, este blog sobre o Oeste americano e sobre o cinema western e afins já faz raras referências às chamadas fitas clássicas.  Não por mudança dos gostos de quem anima este espaço, mas porque, muito simplesmente, já aqui se falou na esmagadora maioria dos filmes 'de cowboys' exibidos no nosso país, entre os anos 30 do século passado e os tempos de declínio do género; que, como todos sabem, ocorreu nas décadas de 60/70 da mesma centúria. Parece-me que, após uma longa e difícil travessia do deserto, há, agora, um renascer do nosso cinema preferido... A ver vamos se a tendência se confirma e se a qualidade dos novos westerns justifica o entusiasmo dos ainda muitos amadores daquele que, em tempos passados, foi o mais popular de todos géneros. A recente atribuição de 3 óscares a «The Revenant - O Renascido» é um indício encorajador, que parece dizer-nos que, afinal, o western não estava morto... apenas, isso sim, adormecido. Cruzemos os dedos e fiquemos à espera de que, realmente, assim seja !

«BONE TOMAHAWK»

«BONE TOMAHAWK», filme que dizem ser (eu ainda não vi) bastante interessante, mormente por causa do bom desempenho de Kurt Russell, foi estreado em 2015. Teve realização de S. Craig Zahler, que dirigiu um elenco encabeçado pelo já referido Russell e integrado também por Patrick Wilson, Matthew Fox, Richard Jenkins e Lili Simmons. A história começa assim : o xerife de Bright Hope, uma cidadezita do Oeste, manda encarcerar um forasteiro de aspecto sinistro. E entrega os cuidados que, apesar de tudo, lhe são devidos a uma mulher da terra. Mas, uma noite, ambos desaparecem misteriosamente da cadeia, onde o representante da autoridade encontra uma flecha identificada como pertencente a uma tribo do território. É para as terras dos ditos pele-vermelhas que ele dirige a sua patrulha, que é composta por ele próprio e por um dos seus ajudantes, para além de um notório pistoleiro e do marido da desaparecida... «BONE TOMAHAWK» é, ao que parece, uma extraordinária mistura de géneros. Na qual predominam o western e o cinema fantástico. Colorido, com 132 minutos de duração e distribuído (no país de origem, os EUA) por RLJ Entertainment. Título brasileiro : «Bone Tomahawk».

INCONGRUÊNCIA

A vistosa capa deste DVD editado nos 'states' (com cópia de um filme de David Howard, estreado em 1936), mostra a figura de Daniel Boone -pioneiro da conquista do Oeste, que viveu entre 1734 e 1820- armado com uma carabina de repetição Winchester, fabricada nas últimas décadas do século XIX. Ignorância do ilustrador ou negligente desprezo pela cronologia ? -Não sei, mas reprovo.

quinta-feira, 10 de março de 2016

'IRISH RIFLES'

Esta tela, da autoria do artista norte-americano Don Troiani, mostra-nos alguns elementos (porta-estandarte e atiradores) do 37th. New York Volunteer Infantry em acção durante a chamada Guerra de Secessão; que, como tosos sabem, ensanguentou a terra do Tio Sam entre 1861 e 1865. A bandeira verde decorada com uma harpa de ouro recorda que os membros desta unidade combatente -que se bateu galhardamente em várias frentes desse mortífero conflito- eram, todos eles, originários da longínqua Erin, aquela ilha evangelizada por São Patrício no século V da nossa era. Esta unidade do exército federal era herdeira da Milícia (irlandesa) do Estado de Nova Iorque, fundada em 1856 e reactivada no início da guerra civil. Inúmeras outras unidades militares constituídas por descendentes de irlandeses se bateram no seio do exército nortista, para defender as posições políticas e as ideias do presidente Abraão Lincoln. Mas também é verdade que as famílias de mesma origem, que se haviam fixado no sul do país, apostaram na Confederação e a ajudaram, militar e economicamente, a defender a causa do separatismo. Que foi derrotada com a rendição do general Robert Lee em Appomatox.

quarta-feira, 9 de março de 2016

«GOOD FOR NOTHING»

Oeste americano, finais do século XIX. Uma jovem inglesa, que tenta chegar ao rancho que um seu tio possui nos Estados Unidos, é raptada durante a viagem por um rude pistoleiro. Que, impotente para resolver um problema íntimo, a passeia pelos vastos espaços do faroeste e a implica nas suas sangrentas aventuras. Ainda não tive a ocasião de ver este western, cujo enredo é contado em tom irónico; e que, ao que se diz, foi produzido (pela MI Films) com capitais provenientes da Nova Zelândia. «GOOD FOR NOTHING» foi realizado em 2012 por Mike Wallis e reuniu um elenco composto (entre outros) por Cohen Holloway, Inge Rademeyer, Jon Pheloung, Richard Thompson e Toa Waaka. É um filme colorido, com uma duração de 91 minutos. Apesar de já ter edições videográficas em vários países, as ditas ainda não chegaram (que eu saiba) a Portugal. Título brasileiro : «Homens em Conflito».