sexta-feira, 25 de novembro de 2016

OS COWBOYS DIVERTEM-SE...

Exercendo uma profissão dura e perigosa, os cowboys do século XIX compensavam essa vida pouco atractiva (só era vaqueiro quem não sabia fazer mais nada) com visitas de fim-de-semana aos 'saloons' das vilórias mais próximas dos seus ranchos. Onde derretiam literalmente os seus magros salários nas mesas de jogo, com as 'meninas' do bordel ou em bebedeiras que, por vezes, acabavam mal. Para eles e para os citadinos que, por desgraça, topassem com um deles (ou vários) disparando os seus poderosos Colts contra tudo o que lhe(s) dava na real gana. Situação mostrada em muitos westerns, tal como (e é só um exemplo) «O Homem da Lei», de Michael Winner (1971), onde a morte, ocorrida nessas circunstâncias, de um cidadão comum, vai provocar a intervenção ultra-violenta do xerife Jared Maddox, de Bannock City; que culminará com a 'execução' dos vaqueiros implicados num desses intempestivos tiroteios. É essa 'diversão' de cowboys que o artista plástico Andy Thomas aqui representou -magistralmente- num dos seus quadros de temática westerniana.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

«TEMPO DE GLÓRIA»


Este é um filme consagrado à glória dos combatentes negros que se bateram, nos exércitos nortistas, durante a guerra de Secessão. Cujo desfecho, em 1865, estabeleceu o fim oficial da escravatura. Trata-se, com efeito, de mais um filme sobre a guerra civil do que propriamente um western. Mas que cabe perfeitamente neste espaço, considerando a voluntária e consentida amálgama feita (entre os dois géneros) pelos amadores de fitas do Oeste. Foi rodado por Edward Zwick e estreado em 1990. Narra as dificuldades experimentadas por muitos escravos (ou ex-cativos) para integrar as fileiras do exército norte-americano, que se bateu pela abolição da mais contestada lei dos Estados Confederados. A lei que impedia os afro-americanos de ganhar uma liberdade plena e perene. Excelente película, protagonizada por grandes actores, dos quais se destacam os nomes de Matthew Broderick, Denzel Washington, Cary Elwes, Morgan Freeman e alguns mais. O entrecho centra-se na acção dos recrutas do 54º Regimento de Massachusetts, que foi a primeira unidade de combate do exército estadunidense composta integralmente por negros, excepção feita dos oficiais, que eram brancos. Fita colorida e com 122 minutos de duração. Imperdível ! Título brasileiro idêntico ao usado por cá.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

«CRIME AO AMANHECER»

«CRIME AO AMANHECER» («September Dawn») é um filme de Christopher Cain, que evoca um dos crimes mais brutais cometidos no Oeste americano durante a época da colonização. A 11 de Setembro de 1857, num esconso vale do Utah, uma comunidade de Mormons massacrou -em nome de Deus- os 120 homens, mulheres e crianças de uma caravana de pioneiros que pretendia alcançar a Califórnia. Episódio verídico da História de uma comunidade, que fugiu às perseguições religiosas que lhes foram movidas e que acabou -também em nome da religião- por cair nos mesmos excessos. Drama que grande parte dos Mormons continua, no entanto e arrogantemente, a negar, apesar das provas e testemunhos existentes sobre o chamado 'Mountain Meadows Massacre'. Estreada em 2007, esta película canadiana -distribuída pela companhia Eagle Films- contou com a participação (nos papéis principais) dos actores Jon Voight, Terence Stamp, Frankin E. Levinson, Daniel Libman, Krisinda Cain, Lolita Davidovich, Trent Ford, Jon Gries, Taylor Handley e Shaun Johnston. É uma fita colorida e com perto de 2 horas de duração. Já foi exibida por um dos canais da nossa televisão. Título no Brasil : «Setembro Negro».

«PAGO PARA DISPARAR»


O western «PAGO PARA DISPARAR» («Gun the Man Down») é um excelente filme de série B, com produção da Batjac, propriedade (como é sabido) de John Wayne. O seu realizador foi Andrew V. McLaglen e o roteiro é da autoria de Burt Kennedy, dois técnicos da confiança do 'Duke', com quem trabalharam várias vezes ao longo das suas carreiras. A história contada é a de um cowboy que cede à tentação do dinheiro fácil (porque vai casar e deseja comprar um rancho) e decide acompanhar um bando de malfeitores no assalto a um banco. A operação corre-lhe mal, pois é ferido a tiro e abandonado pelos seus parceiros e pela namorada, que fogem com o dinheiro do roubo. Condenado a uma severa pena de cadeia, que ele cumpre integralmente, o homem é libertado e lança-se na peugada dos traidores... Distribuída internacionalmente pela United Artists, esta fita contou com a participação artística de James Arness, Emile Meyer, Robert J. Wilke, Harry Carey Jr., Don Megowan, Michael Emmet e Angie Dickinson. Tem fotografia a preto e branco e uma duração de 74 minutos. Esta película é referida sem título nacional no livro «Western» de Manuel Cintra Ferreira, publicado pela Cinemateca Portuguesa em 1995. No entanto, eu comprei recentemente uma cópia DVD do filme em Espanha (por um preço irrisório, diga-se de passagem), que apresenta legendagem na nossa língua e o título que acima menciono. E não se trata, ao que julgo, do título usado no Brasil, pois ali este western é referenciado como «Atire em Todos»...

«GHOST TOWN»

«GHOST TOWN» é um western de Allan H. Miner (1956) que nunca teve exploração comercial no nosso país. Sinopse : algures no Oeste americano. Perante um ataque de índios, os passageiros de uma diligência refugiam-se num posto de muda da mala-posta. À medida que o perigo cresce, os ânimos exaltam-se e os sitiados vão revelando, aos poucos, o seu verdadeiro carácter... Filme da Bel-Air Productions e distribuído internacionalmente pelos Artistas Associados Com fotografia a preto e branco e 77 minutos de duração. Elenco : Kent Taylor, John Smith, Marian Carr, John Doucette, Joel Ashley, etc. Título brasileiro desconhecido.

«GERÓNIMO, O ÚLTIMO GUERREIRO»

Esta produção televisiva, colorida, foi, curiosamente, exibida -em 1993- na mesma semana em que estreou o famoso filme de Walter Hill sobre a mesma personagem histórica. «GERÓNIMO, O ÚLTIMO GUERREIRO» («Geronimo») teve realização de Roger Young, que aqui dirigiu (por conta das produções Turner) os seguintes actores : Joseph Runningfox, Nick Ramus, Michelle St. John, August Schellenberg, Michael Greyeyes, Ryan Black, etc. A história relata a vida guerreira do famoso caudilho Apache, desde a sua juventude até à sua derradeira campanha, de 18 meses, contra um poderoso exército de 5 000 homens, comandado por um general. E frisa o episódio da rendição de Gerónimo, que constituiu uma vergonhosa traição. Esta fita é uma instrutiva lição de História, aprazível de seguir ao longo dos seus 111 minutos de duração. Desconheço o título que foi dado a este telefilme no Brasil.

«JERÓNIMO : UMA LENDA AMERICANA»

«JERÓNIMO : UMA LENDA AMERICANA» («Geronimo : A American Legend») é um filme de Walter Hill -realizado em 1993- que pretende ser um retrato do último resistente ameríndio ao inexorável avanço dos brancos. A acção decorre, obviamente, no derradeiro quartel do século XIX, numa Apacheria exausta pela guerra mantida, durante décadas, contra o exército e os colonos norte-americanos. É um excelente filme, com a apresentação de cenas (quase etnográficas) da vida quotidiana dos Apaches e com imagens de batalhas hábilmente recriadas. É, com toda a certeza, a obra onde a figura de Geronimo foi tratada com mais verdade e mais respeito. Esta fita foi servida por óptimos actores, tais como Wes Studi, Jason Patrick, Robert Duvall, Gene Hackman, Matt Damon e outros. Tem fotografia a cores e uma duração de 112 minutos. Cópias videográficas desta fita já foram editadas no mundo inteiro, inclusive no nosso país. Título brasileiro : Gerônimo : Uma Lenda Americana».