quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O MARTÍRIO DE SÃO SEBASTIÃO


Lotan Welshans (1905-1985) foi um artista plástico norte-americano, que -nos anos 50 do passado século- se instalou no Arizona. Estado do Oeste dos Estados Unidos onde ele pintou inúmeras telas (sobretudo aguarelas) inspiradas pela paisagem, pelas gentes e pelos costumes locais. Tendo enveredado pelos caminhos do surrealismo, Welshans ficou conhecido no meio artístico como «o Dali do Deserto». O trabalho desse pintor, que hoje aqui vos apresento, conjuga tradição religiosa com a natureza e o folclore locais. Nele se evoca a paixão de São Sebastião num característico quadro western. O mártir está amarrado a um gigantesco cacto 'saguaro' e as flechas que trespassam o santo, serão, porventura, as dos pele-vermelhas que atacaram a diligência vista em segundo plano. Aos pés do torturado também se pode observar um monstro-de-gila, réptil da fauna arizonense... -Curioso, não é verdade ?

Esta obra foi intitulada pelo seu autor «St. Sebastian Martyred at Boulder Pass, Arizona». (Clicar com o rato na imagem, para a ampliar).

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

«CHILDREN OF THE DUST»

Telefilme realizado, em 1995, por David Greene. Com : Sidney Poitier, Farrah Fawcett, Michael Moriarty, Grace Zabriskie, Basil Wallace, Regina Taylor, Hart Bochner, Joanna Coing, Jim Cviezel, etc. A acção (que decorre no território do Oklahoma em 1880) começa assim : uma unidade de cavalaria do exército dos Estados Unidos invade uma aldeia pele-vermelha e dá largas à sua raiva contra os nativos, que vai matando a torto e a direito. O guia dos militares -um negro- sente-se traído e decide salvar, naquela barafunda, o filho do chefe ameríndio e conduz a criança sobrevivente a uma família branca; que o vai educar, como se um dos seus filhos se tratasse. O tempo passa... Excelente trabalho, que eu tive a ocasião de conhecer em França, através de uma transmissão televisiva. Nunca tive, no entanto, a ocasião de comprar a respectiva cópia videográfica, que foi distribuída na Europa pela Trimark. O que lamento. Colorido e com 2 h 55 de duração. Titulo brasileiro : «Caçada Brutal».

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

«DEUSES E GENERAIS»

«DEUSES E GENERAIS» («Gods and Generals») é mais um relato épico da guerra civil americana, que mostra figuras carismáticas do tempo e que relata episódios de um drama que sacudiu um país dividido e violentamente sacudido por um conflito sem nome. Que, naquele tempo e para aqueles lados, ceifou centenas de milhar de vidas humanas, destruiu regiões inteiras e deixou (até aos nossos dias) marcas indeléveis. Excelente filme de Ronald F. Maxwell (2003), com um elenco no qual se destacam os nomes de Jeff Daniels, Mark Aldrich, Stephen Lang, George Allen, Robert Duvall, etc. Colorido e com 2 h 11 de duração. Título brasileiro idêntico ao usado em Portugal.

OS COWBOYS DIVERTEM-SE...

Exercendo uma profissão dura e perigosa, os cowboys do século XIX compensavam essa vida pouco atractiva (só era vaqueiro quem não sabia fazer mais nada) com visitas de fim-de-semana aos 'saloons' das vilórias mais próximas dos seus ranchos. Onde derretiam literalmente os seus magros salários nas mesas de jogo, com as 'meninas' do bordel ou em bebedeiras que, por vezes, acabavam mal. Para eles e para os citadinos que, por desgraça, topassem com um deles (ou vários) disparando os seus poderosos Colts contra tudo o que lhe(s) dava na real gana. Situação mostrada em muitos westerns, tal como (e é só um exemplo) «O Homem da Lei», de Michael Winner (1971), onde a morte, ocorrida nessas circunstâncias, de um cidadão comum, vai provocar a intervenção ultra-violenta do xerife Jared Maddox, de Bannock City; que culminará com a 'execução' dos vaqueiros implicados num desses intempestivos tiroteios. É essa 'diversão' de cowboys que o artista plástico Andy Thomas aqui representou -magistralmente- num dos seus quadros de temática westerniana.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

«TEMPO DE GLÓRIA»


Este é um filme consagrado à glória dos combatentes negros que se bateram, nos exércitos nortistas, durante a guerra de Secessão. Cujo desfecho, em 1865, estabeleceu o fim oficial da escravatura. Trata-se, com efeito, de mais um filme sobre a guerra civil do que propriamente um western. Mas que cabe perfeitamente neste espaço, considerando a voluntária e consentida amálgama feita (entre os dois géneros) pelos amadores de fitas do Oeste. Foi rodado por Edward Zwick e estreado em 1990. Narra as dificuldades experimentadas por muitos escravos (ou ex-cativos) para integrar as fileiras do exército norte-americano, que se bateu pela abolição da mais contestada lei dos Estados Confederados. A lei que impedia os afro-americanos de ganhar uma liberdade plena e perene. Excelente película, protagonizada por grandes actores, dos quais se destacam os nomes de Matthew Broderick, Denzel Washington, Cary Elwes, Morgan Freeman e alguns mais. O entrecho centra-se na acção dos recrutas do 54º Regimento de Massachusetts, que foi a primeira unidade de combate do exército estadunidense composta integralmente por negros, excepção feita dos oficiais, que eram brancos. Fita colorida e com 122 minutos de duração. Imperdível ! Título brasileiro idêntico ao usado por cá.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

«CRIME AO AMANHECER»

«CRIME AO AMANHECER» («September Dawn») é um filme de Christopher Cain, que evoca um dos crimes mais brutais cometidos no Oeste americano durante a época da colonização. A 11 de Setembro de 1857, num esconso vale do Utah, uma comunidade de Mormons massacrou -em nome de Deus- os 120 homens, mulheres e crianças de uma caravana de pioneiros que pretendia alcançar a Califórnia. Episódio verídico da História de uma comunidade, que fugiu às perseguições religiosas que lhes foram movidas e que acabou -também em nome da religião- por cair nos mesmos excessos. Drama que grande parte dos Mormons continua, no entanto e arrogantemente, a negar, apesar das provas e testemunhos existentes sobre o chamado 'Mountain Meadows Massacre'. Estreada em 2007, esta película canadiana -distribuída pela companhia Eagle Films- contou com a participação (nos papéis principais) dos actores Jon Voight, Terence Stamp, Frankin E. Levinson, Daniel Libman, Krisinda Cain, Lolita Davidovich, Trent Ford, Jon Gries, Taylor Handley e Shaun Johnston. É uma fita colorida e com perto de 2 horas de duração. Já foi exibida por um dos canais da nossa televisão. Título no Brasil : «Setembro Negro».

«PAGO PARA DISPARAR»


O western «PAGO PARA DISPARAR» («Gun the Man Down») é um excelente filme de série B, com produção da Batjac, propriedade (como é sabido) de John Wayne. O seu realizador foi Andrew V. McLaglen e o roteiro é da autoria de Burt Kennedy, dois técnicos da confiança do 'Duke', com quem trabalharam várias vezes ao longo das suas carreiras. A história contada é a de um cowboy que cede à tentação do dinheiro fácil (porque vai casar e deseja comprar um rancho) e decide acompanhar um bando de malfeitores no assalto a um banco. A operação corre-lhe mal, pois é ferido a tiro e abandonado pelos seus parceiros e pela namorada, que fogem com o dinheiro do roubo. Condenado a uma severa pena de cadeia, que ele cumpre integralmente, o homem é libertado e lança-se na peugada dos traidores... Distribuída internacionalmente pela United Artists, esta fita contou com a participação artística de James Arness, Emile Meyer, Robert J. Wilke, Harry Carey Jr., Don Megowan, Michael Emmet e Angie Dickinson. Tem fotografia a preto e branco e uma duração de 74 minutos. Esta película é referida sem título nacional no livro «Western» de Manuel Cintra Ferreira, publicado pela Cinemateca Portuguesa em 1995. No entanto, eu comprei recentemente uma cópia DVD do filme em Espanha (por um preço irrisório, diga-se de passagem), que apresenta legendagem na nossa língua e o título que acima menciono. E não se trata, ao que julgo, do título usado no Brasil, pois ali este western é referenciado como «Atire em Todos»...