quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

«THE TWINKLE IN GOD'S EYE»

Trata-se de um western paródico, que teve produção da Republic Pictures e realização de George Blair. Estreou em 1955 e no seu cartaz figuram, em primeiro plano, os nomes de Mickey Rooney, de Coleen Gray e de Hugh O'Brian. Tem fotografia a preto e branco e uma duração de 73 minutos. Sinopse : o reverendo Macklin regressa a Lodestone, lugar onde seu pai fora -25 anos antes- vítima de um ataque dos pele-vermelhas. O seu objectivo é duplo : reconstruir o templo incendiado pelos índios e levar a palavra de Deus a uma população que, tanto tempo sem guia espiritual, se tornou violenta e pervertida... Película inédita no nosso país e, porventura, no Brasil, onde não me parece ter tido alguma vez título próprio.

domingo, 22 de janeiro de 2017

«WAR PARTY»

Em 1870, um destacamento da cavalaria dos Estados Unidos tenta socorrer um pastor episcopal e sua filha cercados pelos Comanches. A missão, quase impossível, acaba por ter êxito devido à colaboração de uma mulher indígena, que indica aos militares um caminho esquecido que conduz aos assediados... É este o tema deste western realizado em 1965 pelo cineasta veterano Lesley Selander; que aqui contou com a colaboração dos actores Davey Davison, Donald Arry, Michael T. Mikler, Don 'Red' Barry, Laurie Mock, etc. «WAR PARTY» tem a chancela da companhia 20th. Century Fox, foi filmado a preto e branco e tem uma duração de 73 minutos. Título brasileiro : «Patrulha de Heróis».

«WAGON TEAM»

«WAGON TEAM» é uma fita realizada em 1952 por George Archainbaud. Foi produzida e distribuída pela Columbia Films e teve como principais participantes Gene Autry e o seu cavalo 'Champion', Gail Davis, os Cass Country Boys, e Pat Buttram. Tem fotografia a preto e branco e uma duração de 61 minutos. É mais uma 'coboiada' com tiros e cançonetas, típicas da filmografia de Gene Autry; que aqui interpreta o papel de um inspector de uma companhia de diligências, vítima de um importante roubo : o dos salários da tropa. Confesso que nunca fui grande fã deste género de fitas, mas que é normal aqui evocar, porque fizeram parte da realidade westerniana dos anos 30 e 40, sobretudo. Sem título conhecido no Brasil.

A PISTA DE OREGON

Para os emigrantes europeus do século XIX, que desembarcavam na costa leste dos Estados Unidos (onde já não havia terras livres para satisfazer o seu sonho americano), o território de Oregon surgiu como uma das últimas oportunidades de mudar o destino das suas vidas. Assim, naquele tempo, boa parte dessas famílias (quase todas elas de origem rural) optaram por passar a linha Mississippi-Missouri e lançar-se na grande aventura da travessia do Oeste; que haveria de os levar às terras, ainda quase míticas, da Califórnia e de Oregon, entre outras... Para esta última, longínqua e fértil região do extremo Oeste, a odisseia começava em Independence, uma pequena cidade ribeirinha do Missouri, onde se concentravam os carroções dos pioneiros candidatos à fortuna ou... à morte. Era ali que começava a pista de Oregon, que foi realmente aberta com a partida de 875 emigrantes em 1843. E que seriam -oficialmente- mais de 100 000 até 1867, ano em que o fluxo começou a atenuar até se extinguir. A pista de Oregon (que teve um troço comum para os colonos que se dirigiam para o norte da Califórnia e para o Utah) estendia-se por cerca de 3 200 km, que atravessavam enormes pradarias (povoadas por nações pele-vermelhas hostis à presença, mesmo passageira, do homem branco), desertos e -principal obstáculo do percurso- as Montanhas Rochosas; que era imperativo transpor fora da estação invernal, sob pena de ali se deixar os haveres e a vida. Os mais felizes cobriam (ao preço de imensos sacrifícios) esse percurso em 6/7 meses de caminhada, chegando a Portland, no fim da pista, exaustos mas convencidos de que iriam construir -naquela distante região- um futuro promissor. E a verdade é que conseguiram, graças ao seu sacrifício e ao seu labor, fazer do Oregon um estado próspero e invejado. É evidente, não refiro aqui (porque isso é outra história...) o preço a pagar pela chegada dos brancos a esse território; que comportou, como hoje se diz, danos colaterais : a saber, destruição das nações e tribos indígenas, descontrolo da Natureza, etc. Mas um dia falaremos disso.

CURIOSO TÍTULO

Curioso o título deste western... A não ser que antecipadamente se saiba que, na língua italiana, o nome Kociss corresponde, no nosso idioma, a Cochise; e que esta denominação aponta para um dos grandes líderes dos Apaches, que participaram (no século XIX) nas guerras contra a cavalaria dos Estados Unidos. O título original desta fita é «The Battle at Apache Pass», foi realizada por George Sherman e estreada em 1952. Muitos amadores de westerns viram nesta película a parte II de uma trilogia que se iniciou com «A Flecha Quebrada» e que finalizou com «Herança de Honra». Coisa que muitos cinéfilos contestam, pois não vêem nestes três filmes elos de ligação. A não ser a figura do já referido caudilho ameríndio e a sua encarnação cinematográfica pelo saudoso actor Jeff Chandler. Mas nós vamos deixar essa querela aos especialistas que queiram continuar a controvérsia e informar que estas linhas apenas servem para fazer observar as diferenças de grafia entre línguas néo-latinas (como o são as línguas de Camões e de Dante) e publicar a reprodução de um cartaz, para nós algo exótico, que pode confundir os amantes de cinema western. Esta fita «Kociss, l'Eroe Indiano» corresponde, não hajam dúvidas, ao filme denominado por cá «Cochise» e, no Brasil, «O Levante dos Apaches».

sábado, 21 de janeiro de 2017

«NAKED GUN»

«NAKED GUN» estreou em 1956. É uma produção da companhia AFRC (Assiciated Film Releasing Corporation), que teve realização conjunta de Eddie Dew e de Paul Landres. A história contada é a seguinte : um certo Pablo Salazar roubou uma fortuna em jóias a uma tribo índia; e o seu feiticeiro lançou uma maldição sobre os autores do crime, que perdurará até que o tesouro seja devolvido aos seus legítimos donos. Mas a cobiça do ouro vai despertar a inveja de muita gente, que vai tentar extorquir aos descendentes do referido Salazar (entretanto desaparecido) as jóias surripiadas... Este filme distribuído pela Allied Artists -com William Parker, Mara Corday e Barton MacLane- foi filmado a preto e branco e tem uma duração de 70 minutos. Nunca estreou por cá. Desconheço se chegou ao Brasil e, caso afirmativo, qual o seu título nesse país.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

«WALKING THUNDER»

«WALKING THUNDER», realizado em 1997 por Craig Clyde,  é um filme para toda a família. Que tem como herói um menino (John McKay) e os seus, que, em meados do século XIX, se perderam numa das regiões mais inóspitas da América do norte : as Montanhas Rochosas. Mas que vão sobreviver a essa duríssima prova, graças à ajuda de um pioneiro, de um 'medecin man' ameríndio e de... um possante grizzly. História de coragem, de abnegação, de entreajuda, face a uma Natureza selvagem e aos golpes da adversidade. Filme colorido e com 95 minutos de duração. Com John Denver, James Read, David Tom, Ted Thin Elk, Christopher Neame, etc. Distribuição DVD nos 'States' da responsabilidade da Echo Bridge Home Entertainment. Título brasileiro : «A Lenda do Trovão».